-
'Tomamos a Bastilha': Protestos contra o custo de vida abalam a França
-
Como apostas sobre as eleições brasileiras se tornaram falsas pesquisas?
-
'Estamos sufocando': Protestos contra o custo de vida abalam a França
-
Trump isenta Rússia de novas sanções e Moscou comemora
-
FMI e Banco Mundial encerram suas assembleias entre 'otimismo' e 'preocupação'
-
Leão XIV retorna ao Vaticano neste sábado após cirurgia no pulmão
-
Céline Dion se despede de Paris em seu último show antes de voltar em maio
-
Flávio Bolsonaro diz que não planeja dar um cargo ao pai se for eleito
-
Noosha Aubel: vezetői kudarc új kezdet helyett – alkalmas-e Potsdam polgármestere a tisztsége betöltésére?
-
نوشا آوبل: ناکامی در مدیریت بهجای آغازی نو؛ آیا شهردار پوتسدام از عهدهٔ مسئولیتهایش برمیآید؟
-
Нуша Аубел: управленски провал вместо ново начало — на висотата на поста си ли е кметицата на Потсдам?
-
Noosha Aubel: eșec la conducere în locul unui nou început – este primărița Potsdamului la înălțimea funcției sale?
-
Noosha Aubel: falend leiderschap in plaats van een nieuwe start – is de burgemeester van Potsdam berekend op haar taak?
-
Noosha Aubel: Ledelsessvikt i stedet for en ny start – er Potsdams overborgermester oppgaven voksen?
-
Noosha Aubel: Misslyckat ledarskap i stället för en nystart – är Potsdams överborgmästare vuxen uppgiften?
-
Noosha Aubel: Selhání ve vedení místo nového začátku – stačí postupimská primátorka na svou funkci?
-
Trump exime Rússia de novas sanções aprovadas pelo Congresso
-
Coreia do Norte testa sistema de torpedo com inteligência artificial
-
Primeira-dama da Colômbia nega irregularidades em doações por terremoto
-
Musk apresenta 'carro voador' da Tesla
-
Zelensky obtém apoio europeu em meio a nova disputa com Trump
-
Irã nega envolvimento em ataques houthis e desmente Arábia Saudita
-
Bolívia recebe primeira visita de Estado de um presidente chileno em 71 anos
-
Jovem suspeito de ataque a tiros nos EUA parecia solitário e retraído, dizem vizinhos
-
Protestos abalam Albânia pelo quarto dia e premier denuncia interferência estrangeira
-
Conselho de Segurança veta candidatos a chefe da ONU em nova votação preliminar
-
'Sportswashing' ou investimento? Ruanda enfrenta desafio de receber a Fórmula 1
-
Vinícius Júnior encara desafio de recuperar sua melhor forma
-
Morre Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico do Brasil no judô
-
Putin diz que um de seus principais objetivos é conquistar região de Donetsk
-
Real Madrid exige demissão do presidente da LaLiga por comparação com métodos da propaganda nazista
-
Porta-voz da Casa Branca deixa o cargo uma semana após ser nomeada por Trump
-
Após choque energético, ONU adverte sobre possível crise alimentar mundial
-
NBA restringe alguns tipos de apostas para nova temporada
-
Trump diz que sua nova porta-voz presidencial deveria 'reconsiderar' sua nomeação
-
Donos de boate que desabou na República Dominicana podem enfrentar até 20 anos de prisão
-
Das redes sociais ao voto, os jovens influenciadores na vanguarda conservadora no Brasil
-
Do hospital, papa pede cessar-fogo em região do sul da Ucrânia
-
Ex-zagueiro francês Raphaël Varane cria plataforma para assessorar jogadores
-
Alemanha aprova sistema de poupança para aposentadoria desde a infância
-
Sean 'Diddy' Combs é transferido de prisão após relatos de tratamento preferencial
-
Argentina iniciará era pós-Messi com amistosos contra Uruguai e Costa Rica
-
Presidente do Equador anuncia que Colômbia retoma a venda de eletricidade
-
Zelensky obtém apoio europeu em meio à nova disposta com Trump
-
Jogador de rúgbi sul-africano morre antes de jogo na França
-
Noosha Aubel: nieudolne zarządzanie zamiast nowego początku — czy nadburmistrzyni Poczdamu potrafi sprostać wymaganiom swojego urzędu?
-
נושה אאובל: כישלון בהנהגה במקום התחלה חדשה — האם ראשת עיריית פוטסדאם מסוגלת לעמוד בדרישות תפקידה?
-
Casa Branca nega que Trump tenha ordenado reduzir serviços da Starshield na Ucrânia
-
Colonos atacam jornalista americana na Cisjordânia ocupada
-
Carrick diz que Manchester United já virou a página após críticas de Lisandro Martínez
A estratégia do Irã para enfraquecer os EUA: uma guerra prolongada e assimétrica
Sob pressão militar dos Estados Unidos, o Irã respondeu atacando as monarquias do Golfo e obstruindo o Estreito de Ormuz. Segundo especialistas, o que parece ser uma reação desorganizada é, na verdade, uma estratégia bem conhecida: resistir e desgastar um adversário mais forte.
Por que o Irã está atacando países que poderiam ter sido aliados ou, pelo menos, permanecido neutros? Os mísseis lançados contra os Estados do Golfo, Azerbaijão e Turquia fazem parte de um plano calculado ou são obra de comandantes de baixa patente sem instruções após os ataques que dizimaram seus líderes?
"A estratégia do Irã é pressionar Washington provocando a ira dos Estados do Golfo e elevando os preços do petróleo, gás e outras matérias-primas", explica Burcu Özçelik, especialista em segurança do centro britânico RUSI.
Embora a liderança iraniana tenha sido profundamente abalada pelos ataques que mataram o líder supremo Ali Khamenei — agora substituído por seu filho Mojtaba — e outras figuras importantes, o sistema permanece intacto.
"O Irã se prepara para essa eventualidade há algum tempo", diz Özçelik. E a república islâmica está se preparando para uma guerra total, na qual sua própria sobrevivência está em jogo, contra os Estados Unidos, que têm muito menos a perder.
- Porta de saída -
O Irã tem poucas chances de derrotar as forças armadas americanas, mas pode resistir a uma campanha militar que, por ora, é estritamente aérea.
"Teerã está tentando aumentar o custo do conflito até que Washington comece a buscar uma saída", resume Ali Vaez, especialista em Irã do International Crisis Group.
É uma tática tirada diretamente do manual da guerra assimétrica. Em um famoso artigo de 1975, o pesquisador Andrew Mack analisou as razões por trás da derrota dos Estados Unidos no Vietnã.
No texto, Mack destacou o interesse dos beligerantes mais fracos em apostar no "enfraquecimento progressivo da capacidade política de seus adversários para continuar a guerra".
Como os iranianos "não possuem reservas ilimitadas de mísseis e drones, vemos que eles tentam usar suas munições com parcimônia, para que o conflito se arraste o suficiente para que Trump finalmente diga: 'Chega!'", explica Agnès Levallois, presidente do Instituto de Pesquisa e Estudos do Mediterrâneo e do Oriente Médio (iReMMo, na sigla em francês).
"Quanto mais o conflito se prolonga, mais Teerã sente que o equilíbrio estratégico — psicológico e político — está se deslocando a seu favor", observa Danny Citrinowicz, do instituto israelense INSS. O leque de táticas iranianas é ainda mais amplo.
"Ciente de sua incapacidade de vencer uma guerra convencional contra os Estados Unidos, Teerã recorre a táticas irregulares para prolongar o conflito, principalmente por meio de coerção econômica e assimetria de custos", segundo o centro americano Soufan.
Isso inclui semear o caos no Oriente Médio, bombardear seus vizinhos e aumentar os preços do petróleo bloqueando o Estreito de Ormuz. O objetivo é aumentar a pressão.
O objetivo é fazer com que a pressão a seus aliados do Golfo combinada à inflação mundial sobre a energia obrigue Trump a recuar.
- Custo alto -
"As repercussões nos mercados, as perturbações no Estreito de Ormuz e os preços do petróleo são variáveis que pesarão muito nos cálculos de Washington", estima Emily Stromquist, analista da consultoria americana Teneo.
Essa estratégia se baseia na premissa de que os países do Golfo podem ter mais influência sobre Donald Trump do que Israel, o principal aliado de Washington, que aposta na mudança de regime no Irã.
De qualquer forma, se a república islâmica conseguir sobreviver, poderá ter que pagar um preço alto. "O regime iraniano terá que fazer concessões profundas", acredita Özçelik.
Considerando o que sofreram, "os Estados do Golfo vão querer participar da elaboração de qualquer acordo de cessar-fogo", considera.
E depois das hostilidades, "será difícil para Teerã reconstruir suas relações com o Golfo", que haviam melhorado nos últimos anos.
Mas nada disso parece importar muito para Teerã no momento, diz Citrinowicz. "Do ponto de vista iraniano, o objetivo desta guerra é maximizar os ganhos e incutir na mente de seus adversários o custo de confrontar o Irã no futuro", observa.
L.Janezki--BTB