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Chile vai aumentar frequência de ônibus e aviões para deportar imigrantes
O governo do Chile anunciou nesta quinta-feira (16) que vai "intensificar" a expulsão de estrangeiros sem documentos, uma das principais promessas de campanha do presidente José Antonio Kast.
O governo chileno repatriou hoje 40 cidadãos de Colômbia, Bolívia e Equador em um avião da Força Aérea, uma prática adotada por governos anteriores.
Kast assumiu a Presidência no mês passado, com o compromisso de manter uma política dura contra a imigração irregular, que associa ao aumento da criminalidade.
"Vamos aumentar os voos" e "também haverá saídas em ônibus", informou o subsecretário do Interior, Máximo Pavez, que não disse quando essas saídas vão acontecer, alegando razões de segurança.
O voo de hoje é "o primeiro de muitos" que, juntamente com viagens de ônibus, "vão retirar continuamente todos os imigrantes irregulares que não devem continuar em nosso país", disse Kast ontem, em seu primeiro pronunciamento à nação.
Mais de 330 mil imigrantes vivem de forma irregular no Chile, a maioria deles venezuelanos.
Em seus primeiros dias na Presidência, Kast iniciou a construção de barreiras físicas nas fronteiras desérticas com o Peru e a Bolívia, e suspendeu os processos de regularização de cerca de 180 mil estrangeiros.
Segundo o Serviço de Migrações, mais de 2 mil venezuelanos deixaram voluntariamente o Chile desde a vitória de Kast nas eleições de dezembro. Como os dois países não mantêm relações diplomáticas desde 2024, o governo chileno informou que vai incentivar a saída voluntária.
Também será enviado ao parlamento chileno um projeto para criminalizar a entrada irregular no país, e outro para penalizar aqueles que a facilitarem.
Y.Bouchard--BTB