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Ataques cruzados deixam três mortos na Ucrânia e dois na Rússia
Ataques russos com drones mataram três pessoas na Ucrânia, que por sua vez atingiu petroleiros e matou duas pessoas na Rússia, afirmaram, neste domingo (3), as autoridades dos dois países.
As negociações para encerrar mais de quatro anos de guerra estão estagnadas e ambas as partes lançam diariamente uma contra a outra dezenas e até centenas de drones explosivos.
Ataques russos na região de Odessa, no sul da Ucrânia, mataram duas pessoas, entre elas um caminhoneiro em um porto, informou o governador regional Oleg Kiper.
"Os drones inimigos atingiram três edifícios residenciais e outros dois foram danificados", assegurou nas redes sociais.
"Instalações e equipamentos da infraestrutura portuária também foram danificados", acrescentou o dirigente desta região, crucial para as exportações marítimas do país.
As autoridades da região de Kherson, também no sul, reportaram a morte de outra pessoa em bombardeios russos.
Segundo a Força Aérea de Kiev, a Rússia lançou 268 drones e um míssil balístico contra a Ucrânia durante a noite.
Por sua vez, as forças ucranianas atacaram com pelo menos 334 drones o território inimigo, informou o Ministério da Defesa russo.
A região de Leningrado, no noroeste, foi o principal alvo. Os terminais de exportação de petróleo nesta região sofreram vários ataques nas últimas semanas.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, também reivindicou um ataque contra dois petroleiros da frota fantasma russa no porto de Novorosíisk, no Mar Negro.
Os ataques ucranianos mataram um homem de 77 anos na região de Moscou e uma adolescente de 15 anos na região de Zaporizhzhia (sul da Ucrânia), afirmaram os governadores regionais.
Dezenas de milhares de pessoas morreram nesta guerra, que começou em fevereiro de 2022 com a invasão russa da Ucrânia.
Kiev assegura que seus ataques são uma resposta justa aos bombardeios noturnos russos contra suas cidades. Também afirma que só ataca alvos energéticos e militares.
A Rússia também nega atacar civis.
Zelensky prometeu intensificar os ataques contra instalações energéticas russas se Moscou não encerrar sua invasão. "A Rússia pode pôr fim à guerra a qualquer momento. Se a prolongar, vamos ampliar nossas operações de defesa", informou nas redes sociais.
L.Dubois--BTB