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Líbano relata 22 mortos em ataques israelenses
O Ministério da Saúde do Líbano afirmou que 22 pessoas, entre elas oito crianças, morreram nesta quarta-feira (13) enquanto Israel intensificava seus ataques no país.
A agência estatal de notícias ANI informou que os bombardeios israelenses atingiram cerca de 40 pontos no sul e no leste do Líbano.
Esses ataques ocorreram na véspera de uma nova rodada de negociações diretas entre Líbano e Israel em Washington, mediadas pelos Estados Unidos. O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, se opõe aos diálogos.
O Ministério da Saúde informou na noite desta quarta-feira que 10 pessoas, entre elas seis crianças, morreram em ataques contra três localidades do sul do Líbano.
Mais cedo, o ministério havia informado que três ataques contra veículos perto da rodovia costeira, cerca de 20 a 30 quilômetros de Beirute, "resultaram em oito mártires, incluindo duas crianças".
A ANI informou que dois ataques atingiram veículos na movimentada rodovia que conecta a capital ao sul do país, enquanto um terceiro impactou as proximidades.
Um fotógrafo da AFP viu um carro carbonizado e equipes de resgate carregando um corpo em um dos locais, perto da localidade de Jiyeh.
O ministério também registrou outras quatro mortes em ataques contra quatro veículos no distrito de Tiro, no sul do Líbano, e em Sidon, situada cerca de 40 quilômetros ao sul de Beirute.
Desde a entrada em vigor da trégua em 17 de abril, mais de 400 pessoas morreram, segundo uma contagem da AFP baseada em números do Ministério da Saúde.
Israel continua seus bombardeios sobre o Líbano apesar da trégua, afirmando que seus alvos são integrantes do Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Por sua vez, o Hezbollah reivindicou vários ataques contra tropas israelenses em território libanês, alguns deles com drones explosivos.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) declarou nesta quarta-feira estar "cada vez mais preocupada" com as atividades de combatentes do Hezbollah e soldados israelenses perto de suas posições no sul do Líbano.
"O uso cada vez mais frequente de drones, que provocaram explosões em nossas bases e em seus arredores, coloca em risco os capacetes azuis", destacou.
Nesta semana, Beirute pediu a Washington que pressione Israel para cessar seus ataques antes das conversas de quinta e sexta-feira.
M.Furrer--BTB