Berliner Tageblatt - Trump diz que acordo com Irã está 'negociado em grande parte'

Trump diz que acordo com Irã está 'negociado em grande parte'
Trump diz que acordo com Irã está 'negociado em grande parte' / foto: © AFP/Arquivos

Trump diz que acordo com Irã está 'negociado em grande parte'

O presidente Donald Trump informou neste sábado que os Estados Unidos e o Irã haviam "negociado em grande parte" um acordo, mas que ele ainda estaria sujeito à aprovação final de ambos os países e de outros da região.

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O rascunho do acordo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, publicou Trump na plataforma Truth Social, após conversar por telefone com líderes dos países do Golfo, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, Egito, Jordânia e Bahrein, citou o presidente.

Trump informou que conversou separadamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após falar com os líderes do Golfo. "Tive uma conversa telefônica com Netanyahu que também foi muito boa", publicou Trump em sua plataforma.

"Os aspectos finais e detalhes do acordo estão sendo discutidos e serão anunciados em breve", informou o americano, após funcionários do Irã afirmarem que ainda há divergências entre as partes e que a polêmica em torno de seu programa nuclear não seria incluída nas conversas iniciais.

O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, citou uma "tendência à aproximação", mas disse que "isso não significa necessariamente que Irã e Estados Unidos vão chegar a um acordo sobre as questões importantes".

- 'Ato de loucura' -

No começo do dia, o negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, havia alertado para uma resposta "esmagadora" caso o presidente dos Estados Unidos retomasse a guerra, e o acusou de sabotagem com "exigências excessivas".

"Nossas Forças Armadas foram reconstruídas durante a trégua, de tal maneira que, se Trump cometer outro ato de loucura e reiniciar a guerra, o resultado será certamente mais esmagador e amargo para os Estados Unidos do que no primeiro dia da guerra", publicou Ghalibaf, que também o é presidente do Parlamento iraniano, nas redes sociais.

Ghalibaf deu essas declarações após se reunir em Teerã com o comandante do Exército paquistanês, Asim Munir, uma figura-chave dos esforços internacionais para negociar o fim da guerra, que começou após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã em 28 de fevereiro.

- 'Nem guerra nem paz' -

A estagnação deixou os cidadãos iranianos em um limbo. "O estado de 'nem guerra nem paz' é muito mais repugnante do que a própria guerra", disse à AFP Shahrzad, 39, que vive em Teerã.

"Você nem consegue planejar algo tão simples, como se matricular em uma academia, muito menos coisas importantes. Estou prestes a começar um novo trabalho e tenho medo de que a guerra possa voltar, que eu acabe largando o emprego como antes e acabe fugindo para outra outra cidade por medo", confessou.

Em conversa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, reclamou das "posições contraditórias e repetidas exigências excessivas" de Washington.

Araghchi manteve uma série de conversas diplomáticas e falou com seus pares de Turquia, Iraque, Catar e Omã, informou a Irna.

Trump também conversou hoje com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, cujo escritório informou que ele havia expressado ao presidente dos Estados Unidos seu apoio a "todas as iniciativas encaminhadas para conter a crise por meio do diálogo e da diplomacia".

No Líbano, os ataques israelenses continuavam, apesar de um cessar-fogo em vigor entre Israel e o grupo Hezbollah desde meados de abril.

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J.Fankhauser--BTB