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Vance elogia encíclica do papa Leão XIV sobre riscos da IA
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, elogiou nesta terça-feira (26) o manifesto do papa Leão XIV sobre os riscos da inteligência artificial, que classificou como "profundo" e um ato necessário de liderança moral.
Vance tem vínculos estreitos com a indústria de tecnologia, já que antes de entrar para a política trabalhou como investidor de capital de risco, e entre seus apoiadores mais destacados está o diretor-executivo da Tesla e da SpaceX, Elon Musk.
Em uma encíclica chamada "Magnifica Humanitas" ("Magnífica humanidade"), o primeiro papa americano, que entrou em choque com a Casa Branca por causa da guerra no Irã e do uso da religião para justificar o conflito, apresentou na segunda-feira uma lista de advertências sobre como a tecnologia poderia afetar a humanidade.
Entre outros perigos, afirmou que a IA poderia levar a "novas formas de escravidão".
"O que li me parece muito profundo, e o tipo de ação que alguém esperaria e desejaria de um líder da Igreja", disse Vance à NBC News.
"O que acontece com a moralidade é que os princípios nunca mudam, mas a forma como são aplicados muda, porque o mundo muda, certo?", acrescentou Vance.
Vance e o Vaticano entraram em choque em matéria de política migratória, já que o papa Leão XIV condenou a política de deportações em massa impulsionada por Donald Trump.
O vice-presidente, que se converteu ao catolicismo em 2019, afirmou que ficou satisfeito que o pontífice, natural de Chicago, tenha adotado o nome de Leão XIV quando assumiu a liderança da Santa Sé no ano passado.
“Acho que foi claramente uma referência a Leão XIII, que, evidentemente, se tornou papa no início da era industrial” e escreveu naquela época uma advertência semelhante sobre o impacto dos grandes avanços tecnológicos do período.
Leão XIV "se torna papa no começo da era da IA, e suspeito que, se conseguirmos superar isso com sucesso, será em grande parte porque o papa e a Igreja serão capazes de oferecer o tipo de liderança moral de que precisamos", acrescentou Vance.
"Acho que realmente precisamos de liderança moral para refletir sobre essas questões, e é exatamente isso que a Igreja está em melhores condições de fazer", afirmou o vice-presidente.
O.Krause--BTB