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Fujimori supera levemente Sánchez a uma semana do 2º turno no Peru, diz pesquisa
A candidata de direita Keiko Fujimori tem uma estreita vantagem sobre o esquerdista Roberto Sánchez a uma semana do segundo turno presidencial no Peru, em um empate técnico que prenuncia um resultado acirrado, segundo uma pesquisa publicada neste domingo.
A filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) obtém 38% das intenções de voto, um ponto percentual a menos do que na pesquisa anterior, realizada há dez dias, enquanto Sánchez se mantém com 35%, aponta a pesquisa do Ipsos divulgada pelo jornal Perú 21.
"Há um empate estatístico, a situação não está definida, existe uma pequena diferença de três pontos a favor de Keiko na pesquisa. Isso pode ser decidido ao longo da semana", disse à AFP Guillermo Loli, diretor de estudos de opinião do Ipsos, ao se referir à margem de erro de 2,8 pontos percentuais.
No segundo turno de 7 de junho, 12% votariam em branco ou nulo e outros 15% ainda não definiram sua opção eleitoral, segundo a pesquisa. No Peru, o voto é obrigatório.
Fujimori, do partido Força Popular, venceu o primeiro turno com 17% dos votos, enquanto Sánchez, do Juntos pelo Peru, avançou ao segundo turno com 12%, de acordo com o Júri Nacional de Eleições.
A eleição de 11 de abril foi marcada por forte fragmentação, com um recorde de 35 candidatos presidenciais, falhas logísticas e denúncias de fraude.
A campanha para o segundo turno deverá ser tão polarizada quanto a de 2021, quando Fujimori perdeu para o esquerdista Pedro Castillo, que, um ano e meio após assumir a Presidência, tentou dissolver o Congresso, foi destituído e preso.
É a quarta vez que Fujimori, uma administradora de empresas de 51 anos, disputa a Presidência; já para Sánchez, congressista e ex-ministro de 57 anos, trata-se de sua primeira candidatura.
Fujimori e Sánchez disputam o poder em meio a uma severa instabilidade política, com oito presidentes no Peru desde 2016.
A maioria deles foi destituída pelo Congresso ou renunciou para evitar destino semelhante diante de acusações de rebelião ou corrupção.
O Peru também é atingido por uma grave crise de segurança devido ao avanço do crime organizado.
A pesquisa foi realizada em várias cidades do país nos dias 29 e 30 de maio, com 1.204 pessoas selecionadas aleatoriamente, às quais foi perguntado em quem votariam no segundo turno.
W.Lapointe--BTB