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Republicanos apresentam plano de gastos antes das eleições de novembro nos EUA
Legisladores republicanos apresentaram, nesta quarta-feira (15), um plano de gastos de 95 bilhões de dólares (482 bilhões de reais), na tentativa mais recente de aprovar medidas de defesa, agricultura e restrições ao voto antes das eleições de novembro, que poderiam lhes custar o controle do Congresso dos Estados Unidos.
O plano apresentado na Câmara dos Representantes prevê 73 bilhões de dólares (370 bilhões de reais, na cotação atual) para as Forças Armadas e as agências de inteligência, incluindo o financiamento associado à guerra no Irã, junto com 12 bilhões de dólares (60 bilhões de reais) em auxílios para os agricultores afetados pela ofensiva comercial empreendida pelo presidente Donald Trump.
Também destina 10 bilhões de dólares (51 bilhões de reais) a subsídios relacionados às eleições, como parte de uma reativação parcial do projeto de lei "SAVE America Act" impulsionado por Trump, que exigiria comprovação de cidadania para se registrar para votar e apresentação de documento com foto nos locais de votação.
A resolução orçamentária apresentada nesta quarta-feira é apenas um quadro geral. Se a Câmara dos Representantes e o Senado a aprovarem, permitiria aos republicanos elaborar um projeto de lei mais detalhado nos próximos meses e tentar aprová-lo sem votos democratas.
Tal movimento é possível devido a um procedimento orçamentário acelerado pelo qual determinados projetos de lei podem ser aprovados no Senado composto por 100 membros, por maioria simples, evitando o habitual limite de 60 votos exigido.
Os dirigentes republicanos da Câmara querem que este marco seja aprovado na próxima semana, antes que os legisladores entrem em recesso. Mas o plano enfrenta resistência dentro do partido porque não acompanha o novo gasto com cortes em outras rubricas.
Para o representante de Ohio Warren Davidson, um republicano linha-dura no quesito fiscal, o projeto está "morto antes mesmo de nascer", afirmou no X.
Sua correligionária Nancy Mace, deputada da Carolina do Sul, também criticou no X o fato de preverem novos gastos sem "uma única medida para reduzir o custo de vida" que pesa sobre as famílias.
Esta disputa ilustra as tensões no Partido Republicano, dividido entre a vontade de exibir resultados e a de preservar sua imagem de guardião da disciplina orçamentária.
Trump defendia um aumento ainda maior dos gastos militares, mas os líderes republicanos tentam equilibrar a pressão da Casa Branca com as preocupações dos legisladores relutantes em ampliar o déficit fiscal.
M.Furrer--BTB