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O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, reconheceu nesta terça-feira (18) que manteve uma "troca mínima" de mensagens com uma pessoa que se passou por Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca.
O site Politico revelou na segunda-feira que o chefe de governo britânico havia enviado "várias mensagens", por meio de um canal de comunicação não especificado, a uma pessoa que acreditava ser Susie Wiles, antes de suspeitar que se tratava de uma falsificação de identidade.
Downing Street se recusou a comentar o caso, embora não tenha desmentido a existência dessas trocas.
Questionado por jornalistas nesta terça-feira durante uma visita a Wolverhampton, no centro-oeste da Inglaterra, Burnham minimizou o episódio.
"Houve apenas uma troca mínima. Nada de significativo e, na verdade, logo entendi que era preciso comunicar o fato, e assim o fiz", declarou o trabalhista, que sucedeu Keir Starmer à frente do governo em 20 de julho.
"Eu tratei a situação como correspondia", insistiu, destacando que "as medidas apropriadas foram adotadas tanto aqui quanto nos Estados Unidos".
Burnham não é a primeira figura política britânica de alto escalão a ser vítima deste tipo de engano.
Em 2024, o governo britânico divulgou um vídeo de uma ligação telefônica em que o então ministro das Relações Exteriores, David Cameron, foi enganado por uma pessoa que se apresentou como o ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko.
L.Dubois--BTB