-
Iraque exportou 30 milhões de barris de petróleo através de Ormuz em um mês
-
Nicolas, lateral do São Paulo, é detido após atropelar e matar idoso
-
Ex-guerrilheiros colombianos temem por seu futuro ante chegada ao poder de De la Espriella
-
Em Cuba, "dar um jeito" na crise dia após dia tem um custo
-
Rúben Amorim promete dar continuidade ao legado de Baresi no Milan
-
'Nenhuma decisão', diz Xabi Alonso sobre retorno de Mudryk após suspensão
-
Erupção de vulcão na Guatemala deixa centenas de deslocados
-
Francês Hervé Renard é o novo técnico da Costa do Marfim
-
Democratas votam em primárias no Michigan, estado crucial nas legislativas
-
Cuba restabelece rede elétrica após apagão nacional
-
Milhares de pessoas dão último adeus a Franco Baresi
-
Ex-advogado pessoal de Trump avança em sua confirmação como procurador-geral dos EUA
-
Marco Rubio espera que transição na Venezuela leve 'meses, não anos'
-
Banco Mundial insta países em desenvolvimento a adotarem IA para melhorar sua governança
-
Barcelona empresta goleiro Ter Stegen ao Ajax
-
Bubista, técnico de Cabo Verde na Copa, é anunciado por clube do Marrocos
-
Japão considera necessário reforçar suas forças armadas com 'urgência'
-
Erupção do Vulcão de Fogo força deslocamento de centenas de pessoas na Guatemala
-
Dirigentes da Fifa aumentam pressão sobre Infantino
-
Suspeito relacionado a incêndios no noroeste dos EUA é preso
-
Polícia Civil investiga suspeitos de planejar ataques durante eleições no Brasil
-
EUA espera acordo sobre Estreito de Ormuz antes de quarta-feira
-
Após crise em Ceuta, UE busca reconstruir consensos
-
Reino Unido recupera ouro de resíduos eletrônicos para fabricar joias
-
Secretário do Tesouro dos EUA diz que há chances de acordo com Irã para reabrir Ormuz
-
Salvadorenho morreu em centro de detenção migratória em Nova Jersey
-
Neymar evita pensar em 2027, mas pai do jogador descarta aposentadoria
-
Rabat diz que alertou Madri sobre risco representado por decisão judicial espanhola
-
Projétil atinge navio e tensão aumenta em Ormuz
-
UE se reúne para discutir crise migratória em Ceuta
-
Ataques entre Rússia e Ucrânia deixam oito mortos
-
Bombeiros lutam para conter incêndio ao noroeste de Atenas
-
Guatemala declara alerta de 'perigo' após erupção de vulcão
-
Mais de 65 mil pessoas fogem dos incêndios que devastam cidade no noroeste dos EUA
-
Petro diz temer 'guerra civil' na Colômbia após suposta fraude eleitoral
-
Trump afirma que EUA e Irã negociam e alerta para 'última oportunidade'
-
Incêndio na França revela obuses da Segunda Guerra Mundial
-
Mau tempo em cuba dificulta reconexão elétrica após apagão
-
Conselho de Paz tranquiliza Israel após objeções a retirada de Gaza
-
Tarifas de Trump voltam à mira da Justiça nos EUA
-
Crise em Ceuta abre nova frente para premier da Espanha
-
Ex-presidente hondurenho indultado pelos EUA vai se defender em liberdade
-
MLS escolhe Larry Berg como comissário para suceder Don Garber
-
Vladimir Petkovic deixa cargo de técnico da Argélia
-
Vinte e cinco estados democratas processam governo Trump por 'tarifaço'
-
737 MAX 7 da Boeing obtém certificação após vários anos de atrasos
-
Trump diz que EUA e Irã estão negociando e alerta para 'última oportunidade'
-
Real Madrid acerta transferência do atacante Gonzalo García para o Fulham
-
Zelensky demite embaixadora ucraniana nos Estados Unidos
-
Fritz vence Jódar na final em Washington e conquista seu 11º título
O mega julgamento por estupro que sacode a França
Gisèle Pelicot se tornou uma heroína feminista por se atrever a desafiar os homens acusados de estuprá-la enquanto estava drogada por seu marido. "A vergonha, não somos nós que temos que senti-la", disse no julgamento que acontece na França.
Seu marido, Dominique Pelicot, e outros 50 homens se sentam desde setembro no banco dos réus, em um julgamento que já está na metade e desencadeou uma onda de indignação e protestos no país europeu.
As primeiras oito semanas de audiências colocaram a questão do consentimento, a violência machista e o uso de drogas para cometer abusos sexuais no primeiro plano.
Durante uma década, entre 2011 e 2020, Dominique Pelicot drogou sua mulher para estuprá-la ao lado de dezenas de desconhecidos. Os vídeos e imagens das agressões sexuais que o mesmo gravou foram cruciais para identificar o resto dos acusados. Todos podem enfrentar a até 20 anos de prisão.
Gisèle Pelicot, de 71 anos, queria mexer com as consciências e insistiu que as audiências acontecessem a portas abertas.
Optou por isso para que "todas as mulheres vítimas de estupro digam a si mesmas 'se a senhora Pelicot fez isso, podemos fazer também'".
"Não quero que [as vítimas] tenham mais vergonha. A vergonha, não somos nós que temos que senti-la, são eles", declarou ante o tribunal. "Expresso, sobretudo, a minha vontade e determinação para que mudemos essa sociedade", insistiu.
As audiências na corte de Avignon, no sul da França, foram suspensas durante uma semana e serão retomadas em 4 de novembro. A sentença é esperada para 20 de dezembro.
- Agressões gravadas por vídeo -
Durante o julgamento, surgiu o contraste entre os fatos e o que parecia ser um casamento comum.
Gisèle Pelicot, que foi casada com Dominique durante 50 anos, o descreveu como um marido praticamente "perfeito". Mas o agora ex-marido confessou uma série de agressões cometidas durante a última década que passaram juntos.
Dominique colocava ansiolíticos na comida e na bebida de sua mulher para deixá-la inconsciente pouco antes de estuprá-la e ver como pelo menos 50 desconhecidos recrutados pela Internet a estupravam.
Os agressores, de entre 26 a 74 anos, eram "gente comum" bem integrada à sociedade. Ao lado de Pelicot, apenas 14 deles reconheceram as acusações de estupro, mesmo com as agressões gravadas e meticulosamente arquivadas pelo ex-marido.
Muitos dos acusados insistem que foram convidados, até mesmo manipulados por Dominique Pelicot, para realizar as "fantasias de um casal libertino".
"São estupradores, estupram e ponto. E quando se desculpam, se desculpam por eles mesmos", reagiu Gisèle Pelicot.
O julgamento recorda que em quase a metade dos casos, as agressões sexuais são perpetradas por alguém conhecido da vítima, segundo o relatório de 2022 do Ministério do Interior francês.
- Flores e aplausos -
O julgamento, que começou em 2 de setembro, sacode a França e pautou os jornais do mundo inteiro. Os meios - 138 estão credenciados, 57 do exterior - gravaram os momentos em que Gisèle Pelicot chega ao tribunal, cercada de aplausos e ramos de flores.
O caso dos "estupros de Mazan", o nome da cidadezinha onde as agressões aconteceram, desencadeou protestos.
Nos jornais, foram publicados artigos sobre padrões de masculinidade e celebridades do mundo inteiro se pronunciaram a respeito.
O julgamento saiu dos tribunais. Nos muros de Avignon e outras cidades apareceram cartazes em apoio a Gisèle e a outras vítimas de violência sexual, que denunciam "a cultura do estupro".
O ministro francês da Justiça, Didier Migaud, disse que estaria disposto a incluir a noção do consentimento na definição de estupro na legislação francesa.
Mas também pediu cautela quanto aos "termos" empregados para revisar as normas.
À espera do veredicto em 20 de dezembro, muitos esperam que a midiatização do julgamento por estupro ajude as vítimas de violência sexual sejam enfim ouvidas e acreditadas.
M.Ouellet--BTB