-
Galitos, Barreirense e Basket Santo André vencem na jornada da Proliga
-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Índia busca triplicar estoques de carvão para evitar apagões no verão
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
Cortes na ajuda dos EUA ameaçam o progresso na luta contra aids, diz ONU
A interrupção da ajuda externa dos Estados Unidos ameaça "reverter" os ganhos obtidos em décadas de esforços globais para conter a pandemia de aids, afirmou a ONU nesta quinta-feira (10).
Quase 31,6 milhões de pessoas estavam tomando medicamentos antirretrovirais em 2024, e as mortes por doenças relacionadas ao HIV caíram mais da metade desde 2010, segundo um novo relatório da Unaids.
No entanto, é provável que os casos aumentem, já que os cortes no financiamento dos EUA levaram ao encerramento de programas de prevenção e tratamento.
Os Estados Unidos têm sido historicamente o maior doador mundial de ajuda internacional, mas o corte repentino ordenado pelo presidente Donald Trump em fevereiro colocou os esforços humanitários em risco.
"Estamos orgulhosos das conquistas, mas tememos que a interrupção repentina reverta o progresso que alcançamos", disse à AFP a diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, antes do lançamento do relatório em Joanesburgo.
A agência da ONU alertou em abril que a suspensão permanente do Pepfar, o programa de ajuda dos EUA para combater a aids, levaria a mais de 6 milhões de novas infecções e 4,2 milhões de mortes adicionais relacionadas à doença nos próximos quatro anos.
Se isso acontecer, a pandemia retornaria a níveis não vistos desde o início dos anos 2000.
"Isso não é apenas um déficit de financiamento, mas uma bomba-relógio", cujos efeitos já estão sendo sentidos em todo o mundo, afirmou Byanyima em um comunicado.
Mais de 60% de todas as organizações de luta contra a HIV lideradas por mulheres pesquisadas pelo Unaids perderam financiamento ou tiveram que suspender seus serviços, segundo o relatório.
Na Nigéria, por exemplo, o número de pessoas recebendo a medicação preventiva contra a transmissão, PrEP (sigla em inglês) diminuiu mais de 85% nos primeiros meses de 2025.
"A história de como o mundo se uniu" para combater a aids é "uma das histórias mais importantes de progresso na saúde global", disse a representante da Unaids à AFP.
"Mas essa grande história foi interrompida" pela medida "sem precedentes" e "cruel" de Trump, acrescentou, considerando que a ajuda que "salva vidas" não deve ser retirada "simplesmente assim".
Pesquisas médicas cruciais sobre prevenção e tratamento também foram suspensas, muitas delas na África do Sul, que tem uma das maiores taxas de infecção do mundo e emergiu como líder em pesquisa global.
Em apenas 25 dos 60 países de baixa e média renda pesquisados pela Unaids, os governos encontraram maneiras de compensar parte da lacuna de financiamento com seus próprios recursos.
"Não há dúvida de que o investimento valeu a pena, e continua valendo. Ele salva vidas", concluiu Byaniyma, instando à redução da dívida e a reforma das instituições financeiras internacionais para "liberar o espaço fiscal necessário para que os países em desenvolvimento custeiem sua própria resposta".
F.Müller--BTB