-
Galitos, Barreirense e Basket Santo André vencem na jornada da Proliga
-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Índia busca triplicar estoques de carvão para evitar apagões no verão
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
Presidência da COP28 pede que 'compromisso' pelo clima seja alcançado
A presidência dos Emirados Árabes Unidos na conferência da ONU sobre o clima (COP28) instou, nesta quarta-feira (6), os participantes a trabalharem com um "espírito de compromisso" para alcançar um acordo sobre o futuro dos combustíveis fósseis, faltando seis dias para o fim da cúpula.
O presidente da cúpula, o emiradense Sultan Al Jaber, pediu aos representantes de quase 200 países presentes em Dubai que saíssem de suas "zonas de conforto para encontrar terreno comum e obter um resultado equilibrado e de grande ambição".
A conferência começou na semana passada de maneira mais do que promissora, com o anúncio da criação de um fundo de "perdas e danos" para apoiar países afetados pelo aquecimento global.
No entanto, nesta quarta-feira, a primeira semana de discussões terminou sem avanços nos pontos controversos de um rascunho publicado na véspera.
A União Europeia (UE), Estados Unidos, nações insulares e países africanos insistem em que é necessário "abandonar" os combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão) como fontes de energia.
Mas China e países produtores de petróleo, liderados pela Arábia Saudita, pensam que a declaração final não deveria fazer menção alguma aos combustíveis fósseis.
Segundo os climatologistas, quanto mais cedo o mundo abandonar essas fontes de energia, mais chances há de limitar o aumento da temperatura do planeta a um máximo de +1,5 °C em relação à média pré-industrial.
Al Jaber instou a "fazer propostas que aproximem posições sobre os combustíveis fósseis, as energias renováveis e a eficiência energética, em acordo com a ciência".
Grupos ambientalistas viram com desconfiança a presidência da COP nas mãos de Al Jaber, que lidera a empresa nacional de petróleo dos Emirados, a ADNOC, mas o líder tentou dissipar as preocupações afirmando que considera a redução dos combustíveis fósseis como um processo "inevitável".
Al Jaber também deixou claro que se comprometeria totalmente na última fase das negociações e indicou que na sexta-feira de manhã apresentaria seu plano de batalha, após a pausa habitual de quinta-feira nestas longas negociações.
"É importante acelerar e garantir que todos os ministros e chefes de delegação se envolvam", destacou.
- 'Parar de fingir' -
O responsável pelos assuntos climáticos da ONU, Simon Stiell, considerou que o rascunho da declaração final estava "cheio de desejos" que refletem mais uma "postura".
Os países devem parar de "fingir exageradamente", afirmou.
O dia começou sob a pressão de um relatório do observatório climático europeu Copernicus, que revelou que o planeta atingiu em novembro seu sexto mês consecutivo de recorde de temperatura, tornando 2023 o ano mais quente já registrado.
O fenômeno climático cíclico de El Niño, que ocorre no Pacífico, reforçou o aumento das temperaturas em 2023, embora tenha causado menos "anomalias" do que em 2015-2016. No entanto, ainda não atingiu seu ponto máximo.
Em novembro de 2023, a temperatura na superfície dos oceanos também foi a mais alta para esta época do ano, 0,25 °C acima do recorde anterior estabelecido em novembro de 2015. Este recorde mensal de calor se soma aos já batidos a cada mês desde abril.
A COP28 se encerra oficialmente em 12 de dezembro.
Seu principal objetivo é aumentar a ambição coletiva para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, com novos prazos, compromissos mais rigorosos e números o mais concretos possível de financiamento.
O ponto de partida das negociações é o balanço da ação climática desde o Acordo de Paris de 2015, que já foi estabelecido em setembro, com muitas ambiguidades.
A situação é "muito dinâmica" em todos os capítulos que devem ser negociados, segundo uma fonte conhecedora das discussões.
Em alguns aspectos, como o dedicado à adaptação às mudanças climáticas, não há consenso algum, advertiu uma fonte latino-americana que pediu anonimato.
I.Meyer--BTB