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Harry e William, uma reconciliação que parece improvável a curto prazo
Embora a imprensa britânica tenha repercutido os planos do príncipe Harry de se estabelecer novamente no Reino Unido nas próximas semanas, a reconciliação com seu irmão mais velho e herdeiro do trono, William, parece improvável a curto prazo.
William não reagiu oficialmente à notícia do retorno de Harry, seis anos após sua partida para a Califórnia com a esposa Meghan e os dois filhos.
"Não acredito que (William) vá reagir, mas sabemos o que pensa: está muito chateado", afirma o especialista em realeza Richard Fitzwilliams.
A distância entre os dois se ampliou em um contexto de rivalidade e revelações impactantes. O livro autobiográfico de Harry, "O que sobra", publicado em janeiro de 2023, agravou a situação.
Os príncipes não são vistos juntos desde setembro de 2022, após a morte da avó, a rainha Elizabeth II. O câncer de seu pai, Charles III, divulgado no início de 2024, não os aproximou.
Segundo a imprensa britânica, William sequer quis informar o irmão sobre o câncer de sua esposa Catherine em 2024, algo que Harry soube pela imprensa.
— Revelações em grande escala —
Em 1997, os irmãos comoveram o mundo enquanto caminhavam solenemente atrás do caixão da mãe, que morreu em um acidente de trânsito em Paris. A princesa Diana tinha feito seus filhos prometerem que permaneceriam sempre unidos.
Nos anos seguintes, seus altos e baixos foram tema de milhares de reportagens, que os apresentavam como inseparáveis, embora constantemente em oposição.
William era o irmão mais velho responsável, enquanto Harry era protagonista de escândalos que iam do consumo de drogas a se fantasiar de nazista.
Quando William conheceu Kate Middleton, Harry a descreveu como "uma irmã mais do que uma cunhada".
Mas quando Harry apresentou a atriz americana Meghan Markle, em 2016, o herdeiro do trono reagiu com frieza e lhe aconselhou que não se precipitasse, conta Harry em seu livro.
Os tabloides sensacionalistas comparavam as esposas como uma princesa impecável e popular, no caso de William, e uma atriz americana caprichosa, no de Harry.
Afetados por essa situação, Harry e Meghan anunciaram em 2020 que renunciavam a suas obrigações como membros da família real e se instalaram nos Estados Unidos.
Harry fez comentários sobre a monarquia britânica, com acusações de racismo e insinuações sobre Kate Middleton, com quem William teria se casado porque "se encaixa no padrão".
— "Arqui-inimigo" —
Mais tarde, em sua autobiografia, o duque de Sussex se referiria a William como seu "amado irmão" e seu "arqui-inimigo".
No livro, ele o descreve como uma pessoa de temperamento irascível e o acusa de tê-lo "jogado no chão" durante uma discussão sobre Meghan em 2019. Harry também relata a dor de ter sido "sua sombra, seu substituto, seu plano B".
Richard Fitzwilliams não acredita em uma reaproximação. "William se oporia categoricamente. Ele considera que Harry o traiu".
Ed Owens, especialista em monarquia britânica, acredita que, ao ascender ao trono, William será também governador supremo da Igreja da Inglaterra, um cargo que traz "uma dimensão moral". Em sua opinião, "caberá então a William perdoar o irmão".
R.Adler--BTB