-
Manuscrito inédito de Mozart encontrado em Paris
-
Achraf Hakimi será julgado na França por acusação de estupro, confirma tribunal de apelação
-
Rival de Starmer vence eleição crucial no Reino Unido e ameaça liderança do primeiro-ministro
-
EUA e Irã adiam negociações programadas para a Suíça
-
México vence Coreia do Sul (1-0) e é 1º classificado para 16-avos de final da Copa
-
Vice-presidente dos EUA adia viagem à Suíça para negociações com Irã
-
Lateral neozelandês Tim Payne se transfere para o Olimpia, do Paraguai, após ganhar fama no Instagram
-
Montella questiona 'caos' de críticas à Turquia antes do jogo contra o Paraguai
-
Messi treina com a Argentina após notícias sobre a saúde de seu pai
-
UE vai criar ferramentas para enfrentar onda de exportações da China
-
"Muitos adorariam estar no nosso lugar", diz técnico do Haiti antes de enfrentar o Brasil
-
Cuba aprova reformas de livre mercado sem precedentes
-
Canadá goleia Catar (6-0) e fica a um passo dos 16-avos de final da Copa de 2026
-
Ancelotti garante que Seleção Brasileira "é resiliente e vai melhorar"
-
Messi participa de treino da Argentina em Kansas City
-
Hakimi, entre a Copa do Mundo e a justiça francesa
-
Por que Dembélé rende menos pela seleção francesa?
-
Líder supremo do Irã aprova acordo enquanto EUA suspende bloqueio naval
-
Urnas fechadas em eleição legislativa decisiva para premiê do Reino Unido
-
Fifa muda posicionamento de fotógrafos na Copa após reclamação de Tuchel, diz mídia
-
Suíça goleia Bósnia (4-1) e encaminha vaga na próxima fase da Copa do Mundo
-
PF faz busca na casa do senador petista Jaques Wagner, suspeito de vínculos com Banco Master
-
Zagueiro holandês Van Hecke deixa Brighton e assina com Tottenham
-
Liverpool anuncia contratação do atacante da seleção espanhola Víctor Muñoz
-
Chivu renova como técnico da Inter de Milão até 2028.
-
Obama inaugura museu em Chicago com outros três ex-presidentes
-
Netanyahu pede que se preserve a 'relação vital' entre Israel e EUA
-
Marfinense Elye Wahi tem visto canadense aceito e poderá jogar contra Alemanha
-
Guerra no Irã deixa a república islâmica intacta e uma oposição dividida
-
Número 2 do mundo, Elena Rybakina cai na estreia no WTA 500 de Berlim
-
Zverev confirma favoritismo contra Hanfmann e via às quartas do ATP 500 de Halle
-
EUA suspende bloqueio naval contra o Irã
-
República Tcheca e África do Sul empatam (1-1) pelo Grupo A da Copa
-
Marfinense Elye Wahi teve visto canadense aceito e poderá jogar contra Alemanha
-
Pai de Messi enfrenta problema de saúde e família pede privacidade
-
Cuba diz que quer avançar rumo a reformas de liberalização econômica
-
Boston se rende ao 'Exército de Tartan", a torcida da Escócia que faz festa na Copa do Mundo
-
EUA de Balogun busca nova vitória contra a Austrália na Copa do Mundo
-
Suprema Corte dos EUA autoriza posse de armas por consumidores de maconha
-
Kast ajusta suas promessas após um turbulento início de governo no Chile
-
Paris concede cidadania honorária a civis e jornalistas palestinos
-
Bellingham silencia críticas na Inglaterra de Kane
-
Vinícius Júnior, a arma de Ancelotti na busca pelo hexa
-
RDC tem mais de 200 mortos por ebola quase um mês após início da epidemia
-
Trump rebate críticas a acordo com o Irã
-
PF investiga Jaques Wagner, aliado de Lula, por suspeitas ligadas ao Banco Master
-
Programas sociais, déficit e guerrilha: Colômbia diante de rumos opostos nas eleições presidenciais
-
Contra Haiti, Ancelotti busca manter sua frágil lua de mel com a Seleção
-
Neymar está fora do jogo da Seleção contra o Haiti
-
Restrições drásticas ao transporte público entram em vigor em Cuba
Há dólares para a Argentina?
Em 48 horas, a Casa Rosada zerou temporariamente os impostos de exportação sobre grãos e derivados para “destravar” vendas e captar divisas; as declarações de exportação dispararam e atingiram a meta de US$ 7 bilhões em tempo recorde. No mesmo compasso, as reservas brutas do Banco Central da República Argentina (BCRA) deram um salto diário próximo de US$ 1,9 bilhão nesta sexta-feira, na esteira das compras oficiais no mercado de câmbio. O alívio é palpável — mas a pergunta permanece: acabou a escassez de dólares?
O que de fato mudou em 2025
Desde abril, o país desmantelou a maior parte do “cepo” cambial e substituiu o antigo regime por uma banda de flutuação do peso, dentro da qual o BCRA se compromete a intervir quando a taxa encosta nos limites. Essa virada só foi possível com a ancoragem de um programa de 48 meses com o FMI e desembolsos iniciais robustos. Em 31 de julho, o Conselho do Fundo aprovou a primeira revisão e liberou mais US$ 2 bilhões, mantendo como norte a reconstrução das reservas e uma regra fiscal crível.
Um alívio vindo do campo — mas com prazo
O corte emergencial dos tributos sobre exportações funcionou como um “sinal verde” ao agronegócio: tradings e indústrias correram para registrar vendas, e compradores internacionais aproveitaram o desconto. A Índia, maior importadora mundial de óleos vegetais, fechou em dois dias uma compra recorde de 300 mil toneladas de óleo de soja argentino, com embarques previstos entre outubro e março. O governo restabeleceu as alíquotas logo após o teto de vendas declaradas ser atingido, o que mostra o caráter transitório da medida: ela antecipa fluxo cambial, mas não altera de forma permanente a capacidade de geração de dólares do país.
Reservas e o “novo” câmbio: sinais mistos
A banda de flutuação deu previsibilidade, porém a demanda por moeda forte aumentou com o fim das travas. Em meados de setembro, o peso testou (e por instantes superou) o teto da banda, obrigando o BCRA a intervir — inclusive com a maior venda diária de dólares desde 2019. O episódio lembra que, embora as reservas brutas tenham voltado à casa de US$ 40 bilhões, a métrica relevante é a das reservas líquidas, que seguem comprimidas e, segundo o próprio programa com o FMI, ainda caminham para terreno menos negativo ao longo do ano, mas não plenamente confortável.
Comércio exterior: superávit, sim — menor que em 2024
Os números do INDEC mostram que agosto fechou com exportações de US$ 7,865 bilhões e importações de US$ 6,463 bilhões, garantindo superávit mensal. No acumulado do ano, o saldo comercial é positivo, mas bem abaixo do recorde histórico de 2024. A diferença tem explicação: a normalização das importações com a liberalização cambial, a volta de pedidos reprimidos e um déficit persistente nas contas de serviços e rendas (fretes, viagens, lucros e juros) que drena parte dos ingressos de bens.
Outras torneiras de dólares
Além do campo, três canais sustentam a oferta de divisas:
1) Energia: a produção da Vaca Muerta segue em alta, com novos dutos e a reativação de rotas de exportação para o Chile. O petróleo e o gás ganharam peso na pauta, e a substituição de importações de energia reduz a saída de dólares — com potencial de ingressos líquidos maiores nos próximos anos.
2) Instrumentos para aliviar passivos em moeda estrangeira: as séries do BOPREAL, emitidas pelo BCRA, permitiram alongar e ordenar dívidas comerciais de importadores, reduzindo a pressão imediata sobre o mercado oficial.
3) Apoio financeiro oficial: além do FMI, o swap ativado com o Banco Popular da China — renovado por mais um ano — reforça o “colchão” de liquidez; e bancos multilaterais anunciaram aceleração de desembolsos para projetos em mineração, energia e cadeias críticas, o que tende a irrigar o balanço de pagamentos ao longo dos próximos meses.
Por que a escassez pode voltar
Apesar do alívio tático, o quadro estrutural ainda é frágil. O país convive com: (i) reservas líquidas ainda muito baixas; (ii) conta de serviços e rendas deficitária; (iii) maior demanda por dólares após a retirada dos controles; e (iv) sensibilidade do câmbio a ruídos políticos. O disparo de declarações de exportação com o corte temporário de tributos é, por definição, concentrado no tempo; o dinheiro entra conforme os embarques acontecem e conforme o financiamento de comércio exterior é desembolsado — não de uma só vez. E a defesa da banda, quando necessária, consome reservas.
O que observar daqui para frente
- Fluxo efetivo de embarques do agro entre outubro e março — e o ritmo de liquidação de exportações.
- Intervenções do BCRA e a dinâmica do câmbio frente ao teto da banda.
- Meta de reservas líquidas do programa com o FMI e seu cumprimento trimestre a trimestre.
- Energia: volumes exportados de óleo bruto e gás, e o cronograma de ampliações de escoamento.
- Contas de serviços e rendas, que podem anular parte do ganho do comércio de bens.
Conclusão
A Argentina comprou tempo — não uma garantia. As medidas recentes e o ciclo de exportações tendem a assegurar dólares suficientes para atravessar os próximos meses com menor estresse, sobretudo se a banda cambial for defendida com parcimônia e se o comércio efetivamente liquidar o que foi declarado. Mas “não faltar dólares” de modo duradouro exige algo além de choques pontuais: reconstrução consistente de reservas líquidas, superávits de conta corrente repetidos e previsibilidade regulatória. Sem isso, o alívio de hoje pode virar novo aperto amanhã.
Portugueses defendem medidas contra as alterações climáticas
Rublo no fim: a moeda russa à beira do colapso
Russia in Ukraine: murder, torture, looting, rape!
That's how terror Russians end up in Ukraine!