-
Argentina x Inglaterra: o duelo mais acirrado valendo vaga na final da Copa do Mundo
-
Ex-líder das Farc teme violência na Colômbia após ameaças do presidente eleito
-
Scaloni pede para que não misturem semifinal Argentina-Inglaterra com Malvinas
-
Espanha e Gibraltar encerram controles fronteiriços
-
EUA restabelece bloqueio naval ao Irã e guerra se intensifica
-
Embaixada britânica na Argentina recorre ao humor antes da semifinal contra Inglaterra
-
Inglaterra espera semifinal 'intensa e emocionante' contra Argentina, diz Tuchel
-
'Não me imaginava em outro clube da Europa', diz Lewandowski na chegada ao Chicago Fire
-
EUA lança novos ataques contra Irã e restabelece bloqueio naval
-
Multidão comemora em Madri classificação da Espanha para final da Copa do Mundo
-
'Não fizemos a partida que queríamos', lamenta Mbappé
-
Oyarzabal pede que 'momento histórico' do futebol espanhol seja valorizado
-
'Eles foram melhores do que nós', admite Cherki após derrota da França para a Espanha
-
'Uma final de Copa está ao alcance de poucos', comemora técnico da Espanha
-
'Nunca imaginei algo assim, nem nos meus melhores sonhos', diz Pedro Porro
-
'Estivemos abaixo do nosso nível', admite Deschamps após derrota da França para a Espanha
-
Mason Greenwood deixa Olympique de Marselha para jogar no Fenerbahçe
-
Espanha bate França (2-0) e está na final da Copa do Mundo
-
Exército liberta 39 sequestrados por guerrilha ELN na Colômbia; 2 militares morrem
-
Scaloni e Tuchel: a calma e a tormenta na busca por uma vaga na final da Copa do Mundo
-
EUA intensifica bombardeios contra Irã, mas recua sobre taxa para cruzar Ormuz
-
Trump falará sobre "eleições livres e justas" em discurso à nação na 5ª feira
-
Manchester United anuncia contratação do belga Youri Tielemans
-
Tiranossauro rex 'Gus' é vendido por valor recorde de US$ 50 milhões em leilão nos EUA
-
Advogados de mãos atadas: o desafio de trabalhar sob governos autoritários
-
Brighton contrata zagueiro croata Luka Vuskovic em transferência recorde para o clube
-
EUA intensifica bombardeios contra Irã após anunciar restabelecimento de bloqueio naval
-
Leandro Trossard deixa Arsenal e assina com o Besiktas
-
Como um 'farejador', socorrista recupera restos mortais do primo na Venezuela
-
Política britânica assassinada foi vítima de 'ataque seletivo'
-
Balogun sabia que anulação de suspensão 'causaria muita polêmica'
-
Ex-zagueiro da seleção croata Dario Simic é preso por suspeita de corrupção
-
União Europeia ante o desafio do envelhecimento de sua população
-
Juízas da Suprema Corte pedem ao Congresso americano mais verbas para segurança
-
Por que o Pix incomoda tanto Donald Trump?
-
Burnham garante apoio para se tornar o próximo primeiro-ministro britânico
-
Homicídios caíram pela metade em quase dois anos no México, diz presidente
-
Dua Lipa apoia protestos na Albânia contra projeto vinculado à família Trump
-
Inflação nos EUA desacelerou em junho antes da retomada do conflito no Oriente Médio
-
Goleiro suíço Yan Sommer assina com o Club Brugge
-
Espanha e França protagonizam primeiro duelo antes da final da Copa do Mundo
-
Trump anuncia que espelho d'água de Washington será esvaziado para reparos
-
Atriz Ellen Burstyn receberá prêmio pelo conjunto da obra no Festival de Veneza
-
Jihadistas nigerianos usam IA para fabricar bombas e adaptar motocicletas
-
RedNote, o aplicativo que revolucionou o turismo na China
-
EUA prossegue com bombardeios no Irã e pretende restabelecer bloqueio naval
-
Nova era em Gibraltar após fim dos controles fronteiriços com Espanha
-
França celebra festa nacional com homenagem à Ucrânia e aos europeus
-
Homem identificado como colombiano morre baleado pelo ICE nos EUA
-
Ucrânia acusa Rússia de executar centenas de prisioneiros de guerra desde 2022
"Ameaça real": pescadores venezuelanos criticam destacamento militar dos EUA
Os vídeos de supostas lanchas que transportam drogas explodidas pelos Estados Unidos no mar do Caribe deixaram os pescadores venezuelanos em alerta, que agora muitas vezes saem para pescar em grupo e medem cuidadosamente seus passos por medo de serem atacados.
"Como vão comparar um destróier com uma lancha de pesca?", pergunta Joan Díaz, pescador de 46 anos, em alusão aos navios de guerra que Washington enviou perto da Venezuela sob o argumento do combate ao narcotráfico.
Sem mostrar até agora provas que sustentem as acusações, o presidente Donald Trump afirmou que os ataques deixaram pelo menos 14 criminosos mortos. Mas Caracas o acusa de cometer execuções sem julgamento em alto-mar.
Trump disse na terça-feira (23), diante da ONU, que utiliza o "poderio militar" dos Estados Unidos para destruir redes de narcotráfico vinculadas ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Ele nega e afirma que são mentiras para justificar uma invasão militar na Venezuela.
Joan questiona o fato de os Estados Unidos terem destruído as lanchas em vez de prenderem seus ocupantes.
"Quando você aborda as lanchas tem que levar essas pessoas detidas e depois submetê-las ao devido processo, mas se as explodem, como fazem?", pergunta Joan.
"Vão bombardear sem saber se realmente tinham a droga, que é a prova do crime, e sem saber quem eram as pessoas", acrescenta.
Nesse contexto, o governo venezuelano entregou radiobalizas aos pescadores, que devem ser acionadas em caso de algum incidente.
Além do medo, os vídeos das embarcações bombardeadas causaram "indignação" e "raiva", assegura Luis García, líder de um dos 24 conselhos de pescadores do estado costeiro de La Guaira, a cerca de 30 km de Caracas, onde se agrupam 4 mil trabalhadores e 700 embarcações de pesca artesanal.
"É uma ameaça real", comenta ele de um cais em Caraballeda, um ponto turístico de La Guaira com vista para o mar e a montanha.
Em um espaço com grandes janelas voltadas para o Caribe, sua esposa e outras companheiras processam parte do pescado que chega a cada tarde, quando a pesca é boa. Cortam ervas aromáticas e coloridos pimentões, indispensáveis na gastronomia local, para preparar uma popular receita de peixe desfiado que embalam a vácuo para vender.
Embora digam não ter medo de ir ao mar, o recente discurso de Trump na ONU não lhes passa despercebido: "Foi belicista, praticamente nos ameaçou", acrescenta Luis, de 51 anos.
- "Melhor pescar unidos" -
Para se proteger de possíveis incidentes, pescadores em La Guaira otimizam suas comunicações, procuram sair para a faina em grupo e medem com cautela as distâncias em que pescam.
Normalmente viajam em pequenas lanchas, em sua maioria cobertas com uma lona para se protegerem do sol. Levam um botijão de gás para cozinhar, já que muitos ficam quatro dias ou mais a cerca de 40 milhas da costa. Outros pescadores saem de madrugada e voltam à tarde.
As aves marinhas os guiam na tarefa, pois costumam se agrupar em lugares cheios de peixes.
No mesmo cais onde Luis García trabalha, um velho pescador, cuja pele curtida revela anos de exposição ao sol, comemora ter pescado com sua pequena embarcação um atum-rabilho-amarelo de 65 quilos.
Os barcos atuneiros maiores percorrem distâncias mais longas. Isso agora representa novos riscos, depois que a Venezuela denunciou que 18 militares americanos entraram em um barco atuneiro em águas venezuelanas e detiveram nove pescadores por várias horas.
Estavam "procurando armas e drogas que não existem", assegura Joan.
Tudo isso em meio ao deslocamento de oito navios de guerra no Caribe, um submarino de propulsão nuclear e aviões para tarefas de inteligência cujos voos se triplicaram desde agosto, segundo o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López.
"É melhor estarmos todos unidos e não ir tão longe. Para pescar atum é preciso ir muito longe, e é lá que eles estão" (os navios americanos), acrescenta Joan.
Os pescadores "vamos continuar saindo para esse mar do Caribe, que nos pertence", afirma Luis, vestido com uma camiseta com a frase "Pescar é vencer".
"Nós temos barcos de nove metros, dez metros, doze metros, contra embarcações que têm mísseis, imaginem só a loucura... É totalmente desproporcional."
F.Müller--BTB