-
CNN, MS NOW e Politico vão processar governo Trump por impedi-los de entrar na Casa Branca
-
Leão XIV, o americano reservado que começa a afirmar seu estilo
-
Luis de la Fuente renova contrato com a seleção espanhola até 2032
-
Exterma direita afirma que é o 'partido do povo' na Alemanha e prevê queda de Merz
-
Samlingen Haupt: Vad pengar avslöjar om oss människor
-
Haupt Koleksiyonu: Paranın Biz İnsanlar Hakkında Anlattıkları
-
Modelo Presley Gerber, filho de Cindy Crawford, morre aos 27 anos
-
हॉप्त् कलेक्शन: पैसा हमारे बारे में एक इंसान के रूप में क्या प्रकट करता है
-
Συλλογή Haupt: Τι αποκαλύπτει το χρήμα για εμάς τους ανθρώπους
-
ハウプト・コレクション:お金が人間について明かすこと
-
하우프트 컬렉션: 돈이 우리 인간에 대해 드러내는 것
-
Колекція Гаупта: Що гроші розповідають про нас, людей
-
Sbírka Haupt: Co o nás lidech prozrazují peníze
-
Estados Unidos deportaram mais de 25.000 pessoas para terceros países sob acordos sigilosos
-
Venezuelano é baleado durante operação do ICE no Texas
-
مجموعة هاوبت: ما يكشفه المال عنا نحن البشر
-
豪普特收藏:金錢如何揭露人類的本質
-
Colecția Haupt: Ce ne dezvăluie banii despre noi, oamenii
-
Kolekcja Haupta: Co pieniądze mówią o nas, ludziach
-
Coleção Haupt: O que o dinheiro revela sobre nós, seres humanos
-
Partido de Putin desponta como vencedor em eleições russas marcadas por ataque ucraniano
-
Merz enfrenta novas pressões após duras derrotas eleitorais na Alemanha
-
Secretário do Tesouro dos EUA exalta sucesso da reunião com a China sobre comércio e IA
-
Exército de Israel detém suposto autor de ataque mortal contra colono na Cisjordânia
-
Juventus e Milan se aproximam dos líderes no Campeonato Italiano
-
Presidente interina da Venezuela vai participar da Assembleia Geral da ONU
-
PSG vence clássico e afunda Olympique na zona de rebaixamento; Monaco segue líder
-
Incêndio ameaça joia turística dos Andes colombianos
-
Economia do Irã desaba durante a guerra no Oriente Médio
-
Juventus vence Atalanta e se aproxima dos líderes no Italiano
-
Espanhol "La Bola Negra" ganha prêmio principal do Festival de Toronto
-
Avanços da extrema direita e da extrema esquerda em eleições regionais abalam governo Merz
-
City vence Sunderland em jogo eletrizante e se isola na liderança do Inglês
-
Presidente nega ter "política de vingança" contra tribunal de paz da Colômbia
-
França, Canadá, EUA e China devem "unir forças" por uma IA "segura", diz premiê canadense
-
Ataque maciço ucraniano atinge Moscou no encerramento das legislativas
-
Lille perde para Nice e liderança do Francês fica com o Monaco
-
Avanços da extrema direita e da extrema esquerda nas eleições regionais abalam o governo Merz
-
Real Madrid perde para Atlético e deixa Barcelona escapar na liderança do Espanhol
-
Fiorentina empata com Napoli e se mantém invicta com Paolo Vanoli
-
Itália quer proibir a burca nas escolas, diz Meloni
-
Eleições regionais na Alemanha podem abalar o governo de Merz
-
Presidente do PSG é investigado na França por conflito de interesses
-
Drones ucranianos atingem Moscou no último dia das eleições legislativas
-
Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em direção ao mar
-
Israel anuncia detenção de suposto autor de ataque na Cisjordânia
-
Eleições regionais na Alemanha pode abalar o governo de Merz
Vítimas da tragédia em Mariana esperam justiça por um 'crime muito grande'
"Muitas pessoas estão morrendo de câncer, o que não existia no Brasil", diz Marilda Lyrio de Oliveira, liderança indígena de Aracruz, no Espirito Santo, ao descrever à AFP, em Londres, o que representou a tragédia ambiental causada em 2015 pelo rompimento da barragem do Fundão, nas proximidades de Mariana (MG).
Em 14 de novembro passado, a Justiça britânica considerou a gigante da mineração australiana BHP responsável pelo que Marilda classifica como um "crime muito grande". A sentença pode resultar em indenizações de bilhões de dólares.
Em 5 de novembro de 2015, o rompimento de uma barragem de rejeitos da mina de ferro do Fundão, localizada no município de Bento Rodrigues, perto da Mariana, matou 19 pessoas, arrasou várias cidades e liderou 40 milhões de metros cúbicos de resíduos de minério tóxicos, que percorreram 650 km pelo rio Doce até chegar ao oceano Atlântico.
A BHP era coproprietária, junto com a mineradora brasileira Vale, da empresa Samarco, dona da barragem que se rompeu.
Uma dezena de demandantes brasileiros afetados pela tragédia estão em Londres para assistir a uma audiência nesta quarta (4) e quinta-feira, no Tribunal Superior de Justiça britânico, na qual deve ser decidido o calendário do julgamento de compensação e quais documentos e provas periciais serão necessários.
"Espera-se que o juiz se ocupe exclusivamente de questões práticas sobre como vai funcionar a próxima etapa do caso", que poderia começar em outubro de 2026 ou no primeiro semestre de 2027, explica à AFP o escritório de advocacia Pogust Goodhead, que defende os demandantes.
- Mais de 600.000 afetados -
A questão das indenizações por perdas e danos para os mais de 600.000 demandantes registrados deverá agora ser objeto deste segundo julgamento.
"Nós esperamos o que for justo, o que nos cabe realmente porque o impacto foi muito grande, o crime foi muito grande", afirma Marilda.
A BHP tinha duas sedes no momento dos fatos, uma dela em Londres, o que explica este julgamento na capital britânica, realizado entre outubro de 2024 e março de 2025.
Desde o início do julgamento, a mineradora australiana negou ser "contaminadora direta".
Em 2024, a Justiça brasileira absolveu as empresas porque considerou que as provas analisadas não eram "determinantes" para estabelecer sua responsabilidade.
Os demandantes recorreram, então, à Justiça britânica, por não terem ficado satisfeitos com os processos que tramitaram no Brasil, reivindicando há dois anos 36 bilhões de libras (aproximadamente R$ 285 bilhões, na cotação da época).
"Temos problemas de saúde, problemas mentais, por não ter mais aquela tarefa que se fazia antes", acrescenta Marilda.
"Nós, indígenas, somos impactados em tudo. Eu, como curandeira, não posso mais usar as ervas que existem no meu país. Não posso mais vender meus artesanatos no meu país, tenho que buscar fora. Não posso mais me alimentar daquilo que os rios nos oferecem. Hoje todos temos que comprar. Para nós está muito difícil", diz a líder indígena.
- "Rompeu nossa vida" -
Ana Paula Auxiliadora Alexandre, que mora em Ouro Preto (MG), perdeu o marido na tragédia. Aos 40 anos, ele deixou viúva e quatro órfãos.
"O sofrimento da perda foi tão grande que rompeu nossa vida, interrompeu sonhos, paralisou nossa vida. Durante esses dez anos estamos correndo atrás de justiça", explica Ana Paula.
"Só de uma megaempresa ser condenada aqui na Inglaterra, eu acho que a Justiça britânica é mais responsável que a Justiça brasileira", acrescenta.
Renzo Vasconcelos, prefeito de Colatina, no Espírito Santo, explica que "a Justiça londrina está garantindo o direito do brasileiro, o direito do colatinense de ser restituído ou reparado pelo crime ambiental causado pela mineradora".
"Menos de 15% dos cidadãos do município de Colatina receberam alguma indenização. Portanto, faltam aí 80%, 90% para receber esse direito e restituir um pouco deste crime ambiental", acrescenta Vasconcelos.
"Desgraçadamente, é a Justiça britânica que está conseguindo algo que a Justiça brasileira aparentemente não lhes deu. Eu acredito na Justiça brasileira, acredito que, de fato, a gente possa organizar melhor e reparar os danos no Brasil, mas lá não se contemplou o quantitativo específico ou o direito de cada brasileiro, de cada habitante do Espírito Santo e de Colatina", conclui.
O.Krause--BTB