Berliner Tageblatt - Justiça rejeita indenização ao Cardiff por morte do jogador Emiliano Sala

Justiça rejeita indenização ao Cardiff por morte do jogador Emiliano Sala
Justiça rejeita indenização ao Cardiff por morte do jogador Emiliano Sala / foto: © AFP/Arquivos

Justiça rejeita indenização ao Cardiff por morte do jogador Emiliano Sala

Mais de sete anos após a morte do jogador argentino Emiliano Sala em um acidente aéreo, um tribunal francês rejeitou nesta segunda-feira (30) o pedido de indenização apresentado pelo Cardiff City, do País de Gales, contra o Nantes, da França.

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Sala, então jogador do Nantes, morreu aos 28 anos em um acidente enquanto sobrevoava o Canal da Mancha, em janeiro de 2019, a caminho de Cardiff, após ter assinado com o clube galês, que na época disputava a Premier League, e pelo qual nunca chegou a jogar.

Em 2023, o Cardiff recorreu ao Tribunal Comercial de Nantes em busca de uma indenização por receitas perdidas e outros danos sofridos em decorrência da morte do jogador, estimados pelo clube em aproximadamente 120 milhões de euros (R$ 733 milhões).

- 300 mil euros por danos morais -

No entanto, o tribunal indeferiu o pedido e condenou o Cardiff a pagar ao Nantes 300 mil euros (R$ 1,8 milhão) por danos morais.

"Iniciamos este processo para lançar luz sobre o caso e por respeito à memória de Emiliano Sala. Hoje, constatamos com amargura que os princípios de transparência, integridade e segurança no futebol profissional não prevaleceram nesta decisão", afirmou Céline Jones, advogada do Cardiff.

"O Nantes não tem qualquer responsabilidade pela tragédia ocorrida, e ficamos satisfeitos com o tribunal por ter nos ouvido e confirmado isso em termos claros", declarou, por sua vez, o advogado do clube francês, Jérôme Marsaudon.

Em outro processo relacionado à disputa entre os dois clubes, a Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidiu, em 2022, que a transferência do jogador já era efetiva no momento do acidente. Consequentemente, a questão passou a se centrar em torno da organização do voo.

O Cardiff afirmou que o Nantes era, através do seu agente, Willie McKay, o organizador do voo privado no qual o piloto da aeronave, David Ibbotson, também morreu.

McKay "não podia ignorar a ilegalidade do voo", afirmou outro advogado do clube galês, Olivier Loizon, no início de dezembro, durante sua argumentação perante o Tribunal Comercial.

De acordo com Loizon, o agente agiu com "negligência". "Seja qual for a causa final do acidente, [Emiliano Sala] não deveria estar naquele voo".

- "Valores fantasmagóricos" -

Por sua vez, os advogados do Nantes ressaltaram que os tribunais britânicos já condenaram David Henderson como o organizador do voo, por contratar um piloto que sabia que não era qualificado e por transportar um passageiro sem autorização válida.

Durante a audiência, a defesa do clube francês também rejeitou os valores "fantasmagóricos" pedidos pelo Cardiff a título de danos e receitas perdidas.

Em 2023, o tribunal de futebol da Fifa ordenou que o Cardiff pagasse ao Nantes o saldo remanescente da transferência de Sala, ou seja, aproximadamente 11 milhões de euros (R$ 66 milhões) de um total de 17 milhões de euros (R$ 102 milhões).

J.Bergmann--BTB