-
Marco Rubio espera que transição na Venezuela leve 'meses, não anos'
-
Banco Mundial insta países em desenvolvimento a adotarem IA para melhorar sua governança
-
Barcelona empresta goleiro Ter Stegen ao Ajax
-
Bubista, técnico de Cabo Verde na Copa, é anunciado por clube do Marrocos
-
Japão considera necessário reforçar suas forças armadas com 'urgência'
-
Erupção do Vulcão de Fogo força deslocamento de centenas de pessoas na Guatemala
-
Dirigentes da Fifa aumentam pressão sobre Infantino
-
Suspeito relacionado a incêndios no noroeste dos EUA é preso
-
Polícia Civil investiga suspeitos de planejar ataques durante eleições no Brasil
-
EUA espera acordo sobre Estreito de Ormuz antes de quarta-feira
-
Após crise em Ceuta, UE busca reconstruir consensos
-
Reino Unido recupera ouro de resíduos eletrônicos para fabricar joias
-
Secretário do Tesouro dos EUA diz que há chances de acordo com Irã para reabrir Ormuz
-
Salvadorenho morreu em centro de detenção migratória em Nova Jersey
-
Neymar evita pensar em 2027, mas pai do jogador descarta aposentadoria
-
Rabat diz que alertou Madri sobre risco representado por decisão judicial espanhola
-
Projétil atinge navio e tensão aumenta em Ormuz
-
UE se reúne para discutir crise migratória em Ceuta
-
Ataques entre Rússia e Ucrânia deixam oito mortos
-
Bombeiros lutam para conter incêndio ao noroeste de Atenas
-
Guatemala declara alerta de 'perigo' após erupção de vulcão
-
Mais de 65 mil pessoas fogem dos incêndios que devastam cidade no noroeste dos EUA
-
Petro diz temer 'guerra civil' na Colômbia após suposta fraude eleitoral
-
Trump afirma que EUA e Irã negociam e alerta para 'última oportunidade'
-
Incêndio na França revela obuses da Segunda Guerra Mundial
-
Mau tempo em cuba dificulta reconexão elétrica após apagão
-
Conselho de Paz tranquiliza Israel após objeções a retirada de Gaza
-
Tarifas de Trump voltam à mira da Justiça nos EUA
-
Crise em Ceuta abre nova frente para premier da Espanha
-
Ex-presidente hondurenho indultado pelos EUA vai se defender em liberdade
-
MLS escolhe Larry Berg como comissário para suceder Don Garber
-
Vladimir Petkovic deixa cargo de técnico da Argélia
-
Vinte e cinco estados democratas processam governo Trump por 'tarifaço'
-
737 MAX 7 da Boeing obtém certificação após vários anos de atrasos
-
Trump diz que EUA e Irã estão negociando e alerta para 'última oportunidade'
-
Real Madrid acerta transferência do atacante Gonzalo García para o Fulham
-
Zelensky demite embaixadora ucraniana nos Estados Unidos
-
Fritz vence Jódar na final em Washington e conquista seu 11º título
-
Trump acusa petroleiras de ganhar 'dinheiro demais' graças à guerra com Irã
-
Eala vence Pegula na final em Washington e conquista seu 1º título WTA
-
Taxa de homicídios recuou no México em 2025
-
Cuba restaura eletricidade após apagão nacional, mas cortes persistem
-
Irmãs Williams recebem convites para disputar duplas do WTA 1000 de Cincinnati
-
Incêndio perto de Bordeaux revela projéteis da Segunda Guerra Mundial
-
Eala vence Pegule na final em Washington e conquista seu 1º título WTA
-
Casa Branca terá reunião sobre regulação da IA na terça-feira
-
Trump diz que Irã deve escolher entre 'acordo' ou 'rendição total'
-
Flick admite que Barça precisa de reforços no ataque
Em Cuba, a paixão pelo balé prevalece sobre a crise
Em Havana, em meio à escassez de transporte e a apagões que duram mais de 20 horas, a bailarina cubana Laura Kamila Rojas ensaia um 'pas de deux' de Dom Quixote, encontrando refúgio em sua arte para lidar com a grave crise energética que assola a ilha.
Solista do Balé Nacional de Cuba (BNC) há um ano, esta bailarina cubana negra, de 25 anos, tímida fora dos palcos, mas imponente sobre eles, vive um momento decisivo em sua carreira, mesmo enquanto a escassez de combustível restringe drasticamente a vida cultural do país.
"Tem sido um pouco difícil", admite Rojas à AFP. "Os apagões, às vezes, tornam impossível descansar, mas eu sempre dou o meu melhor. Eu me levanto, digo a mim mesma que consigo fazer isso e continuo seguindo em frente."
Nascida no coração de Jesús María, um bairro popular de Havana com forte tradição afro-cubana, ela cresceu cercada pela música. Seu pai dirige um grupo folclórico no qual sua mãe já dançou. Muitos esperavam que ela seguisse esse caminho, mas optou, em vez disso, pelo balé clássico.
Todos os dias, ela percorre, da maneira que consegue, os cinco quilômetros que separam sua casa da sede do balé, no bairro de Vedado. Ela acorda cedo para conseguir transporte. "Se fosse preciso, eu iria a pé", afirma.
Devido à escassez de combustível, os ônibus da companhia estão agora reservados exclusivamente para os dias de apresentações.
Os ensaios também foram reduzidos, passando de sessões de dia inteiro para apenas quatro horas diárias, a fim de economizar eletricidade e dar tempo aos bailarinos para retornarem para casa.
A privação de sono complica ainda mais sua rotina diária: os cortes noturnos de energia tornam impossível o uso de ar-condicionado — ou mesmo de um ventilador —, enquanto os mosquitos e o calor do verão cubano se intensificam.
"Mas quando danço, esqueço de tudo... qualquer coisa pode acontecer, mas dançar é a minha vocação", explica ela.
E o público responde.
Apesar do calor e da escassez de combustível, os espectadores chegam de táxi-bicicleta, patinete elétrico ou a pé para as apresentações.
Em Cuba, o balé é parte integrante da vida cultural desde a Revolução de 1959, que democratizou o acesso a ele. Impulsionado por Alicia Alonso (1920–2019), o país desenvolveu sua própria escola e mantém uma das companhias de maior prestígio do mundo, apoiada por um público fiel e conhecedor.
"Você se senta ali assistindo ao balé, bem no meio de Havana, com tantos problemas, é como uma bolha que nos tira da realidade", comenta Teresa Betancourt após assistir a uma apresentação. "É estranho, mas bonito", afirma a professora, de 52 anos.
D.Schneider--BTB