-
'Hijo mayor', ou como honrar a memória da migração sul-coreana na Argentina
-
Parlamento Europeu aprova criação de 'centros de retorno' para migrantes
-
Em Cuba afetada pela crise, médicos tomam decisões 'dificílimas' em hospital infantil
-
Aos 41 anos, Hamilton afirma estar em melhor forma do que seus rivais
-
Verstappen expulsa jornalista de entrevista coletiva em Suzuka
-
Sporting Cristal, do Peru, anuncia saída do técnico brasileiro Paulo Autuori
-
COI reintroduz testes genéticos de feminilidade após 30 anos
-
Eurodeputados aprovam acordo comercial com os EUA, com condições
-
Petróleo da Venezuela seduz o setor, mas incerteza freia o entusiasmo
-
Maduro volta a se apresentar à justiça em Nova York
-
Parlamento Europeu dá mais um passo para proibir 'deepfakes' sexuais gerados por IA
-
Ativistas conectam iranianos à internet via Starlink
-
Série do filho de Pablo Escobar traz mensagem de que 'é possível mudar'
-
Chileno Zepeda é condenado à prisão perpétua por assassinato de ex-namorada japonesa na França
-
Futebol feminino ganha espaço na Somália
-
Como a China desafia os EUA na corrida espacial?
-
Maduro retorna a tribunal em Nova York após sua espetacular captura na Venezuela
-
Rosalía suspende show na Itália por intoxicação alimentar
-
Coreia do Norte e Belarus assinam tratado de 'amizade e cooperação'
-
Congresso de Honduras destitui procurador-geral
-
Israel ataca Irã após Trump insistir que Teerã deseja um acordo
-
Irã afirma que não pretende negociar mas EUA insiste no contrário
-
Sabalenka e Rybakina vão duelar novamente, desta vez nas semis do WTA 1000 de Miami
-
ONU propõe plano de ajuda a Cuba que inclui fornecimento de combustível
-
Técnico do Suriname se diz preocupado com calor de Monterrey antes da repescagem contra a Bolívia
-
Fifa colocará à venda últimos ingressos para a Copa do Mundo em 1º de abril
-
Deschamps mantém silêncio sobre nome do futuro técnico da seleção francesa
-
Lehecka vence promessa espanhola Landaluce e vai às semifinais do Masters de Miami
-
Itália e Gattuso querem espantar de vez os fantasmas de 2018 e 2022
-
Vice-presidente da Fifa minimiza temores políticos e de segurança antes da Copa do Mundo
-
Quatro sonhos e 12 pesadelos: começa a repescagem europeia para a Copa de 2026
-
Trump 'desencadeará o inferno' se Irã não aceitar negociar um fim para a guerra
-
Mbappé nega que médicos do Real Madrid tenham examinado seu joelho errado
-
Suspeita de atirar contra mansão de Rihanna se declara inocente
-
EUA vai consumir combustível com mais etanol diante de possível escassez
-
Rybakina vence Pegula mais uma vez e vai à semifinal do WTA 1000 de Miami
-
Técnico da Colômbia diz que James "parece muito bem", apesar da falta de ritmo de jogo
-
Domínio da Mercedes ameaça série de vitórias de Verstappen em Suzuka
-
Júri dos EUA responsabiliza Meta e YouTube em julgamento sobre dependência em redes sociais
-
Cães acompanham humanos há 16 mil anos
-
Maiores poluentes geram danos climáticos astronômicos, alerta estudo
-
Bolívia aposta em novos heróis com uma missão: voltar à Copa do Mundo
-
Senegal recorre na CAS após perder título da Copa Africana
-
Brasil apresenta seu primeiro caça supersônico fabricado no país
-
Promotoria francesa pede 30 anos de prisão para chileno Zepeda por assassinato
-
John Toshack, treinador campeão pelo Real Madrid, é diagnosticado com demência
-
Esperança de Copa do Mundo para Endrick passa pela França, país onde ressurgiu
-
AC Schnitzer: Quando os tuners de culto silenciam
-
Irã rejeita plano proposto pelos EUA para encerrar a guerra, diz meio estatal
-
Marquinhos está fora contra França, mas deve pegar Croácia, antecipa Ancelotti
Primeiro banco de alimentos para enfrentar a fome é fundado na Venezuela
Uma casa em Caracas abriga caixas com biscoitos, arroz, farinha, macarrão, feijão: 5,5 toneladas de alimentos formam o capital inicial para o primeiro banco de alimentos na Venezuela, onde a fome afeta 17% da população.
O 'Banco Alimentar de Venezuela' foi fundado em dezembro após dois dias de doações de consumidores e supermercados que entregaram produtos descartados devido a problemas nas embalagens ou rótulos.
Inicialmente, a expectativa é que pouco mais de 2.500 pessoas sejam beneficiadas, embora a fome afete quase cinco milhões dos quase 30 milhões de habitantes deste país rico em petróleo, segundo dados das Nações Unidas.
Os bancos de alimentos são muito populares no mundo todo, mas não existiam na Venezuela, onde o governo lançou um programa em 2016 que distribui cestas básicas a preços subsidiados em meio à acelerada desvalorização dos salários.
Há ONGs que coletam alimentos por conta própria para suas operações. Não havia, porém, um 'foodbank' dedicado a sua arrecadação e distribuição a diversas organizações.
"Foi preciso surgir um grupo de pessoas que soubesse como conectar todos os atores", de empresas privadas a instituições estatais de assistência social, disse à AFP Marianela Fernandes, presidente do banco de alimentos. Ela trouxe a ideia de Portugal, onde estudou para uma pós-graduação.
- "Maximizar" -
A Venezuela caiu em um fosso econômico em 2013. Desde então, sofreu oito anos de recessão e quatro de hiperinflação. Mais de sete milhões de venezuelanos emigraram devido à crise.
As prateleiras dos supermercados não estão mais vazias como nos anos de escassez de produtos básicos, mas os preços são inacessíveis para muitos: mais da metade da população vive na pobreza, segundo um estudo da Universidade Católica Andrés Bello (privada), uma referência diante da falta de transparência nos números oficiais.
Especialistas estimam que uma compra mensal básica para uma família de quatro pessoas varie entre US$ 270 e US$ 500, (R$ 1.573,00 a R$ 2.913,00) enquanto o salário mínimo equivale a US$ 2 (R$ 11,65) por mês, complementado por bônus que o elevam a cerca de US$ 130 (R$ 757,40) no setor público.
"As pessoas estão se adaptando para maximizar a ingestão de alimentos dentro de seu orçamento", explica Omar Zambrano, economista da 'Anova Policy Research'. "84% dos venezuelanos não têm condições de comprar uma cesta básica".
- Panelas comunitárias -
O banco funciona como um atacadista que distribui alimentos para um orfanato, uma casa de repouso, uma fundação que atende escolas públicas, uma fundação para moradores de rua e um hospital psiquiátrico público.
Uma dessas ONGs é a 'Santa en las Calles', que fornece assistência médica, roupas limpas, um banheiro e uma refeição quente para moradores de rua em um ônibus que passa por comunidades pobres. Outras 70 organizações esperam trabalhar com o banco.
"Eu como em cozinhas comunitárias. Meu número de refeições por dia varia", disse à AFP Alan Morales, 59 anos, um engenheiro mecânico que vive nas ruas há 11 anos após perder seu apartamento.
Brian Malavé, 18 anos, também conta com as cozinhas comunitárias: ele come com entusiasmo o prato de feijão preto, carne desfiada e banana frita que é distribuído diariamente no bairro de Catia, em Caracas.
"Toda semana vou a refeitórios sociais. Os únicos dias em que não vou são nos fins de semana, quando vou a uma padaria e peço ajuda", diz este jovem usuário de drogas.
- Inventário -
Em um pedaço de papel está o pedido feito por uma das organizações participantes da iniciativa: 3 kg de arroz, 3 kg de açúcar e 16 kg de farinha de milho para fazer as tradicionais 'arepas'.
Após a arrecadação inicial, a organização recebe doações diárias de empresas privadas e cidadãos comuns.
Frutas e vegetais são entregues imediatamente para que não estraguem, em um país onde mais de 1,5 milhão de toneladas de alimentos são desperdiçados a cada ano, segundo a 'Asociación Venezolana de Ingenieros Agrónomos'. Itens não perecíveis são separados em um armazém.
"Tudo é identificado de acordo com a data de validade para que o alimento seja enviado em perfeito estado", explica Fernandes.
I.Meyer--BTB