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Enviado da ONU pede que Israel interrrompa ataques à Síria
O enviado especial da ONU Geir Pedersen pediu neste sábado que Israel interrompa imediatamente seus ataques à Síria, após bombardeios e confrontos sectários mortais.
Israel lançou novos ataques aéreos durante a noite, como parte de uma campanha que afirma buscar proteger a minoria drusa. Os bombardeios ocorreram após confrontos sectários que deixaram 119 mortos nesta semana, a maioria combatentes desse grupo religioso, segundo a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
"Condeno energicamente as violações contínuas e crescentes da soberania da Síria por Israel, incluindo os múltiplos bombardeios em Damasco e outras cidades", publicou Pedersen no X. "Exijo que interrompam imediatamente esses ataques e que Israel deixe de colocar em risco a população civil síria e respeite o direito internacional."
O OSDH, sediado no Reino Unido, mas que tem fontes em campo, reportou mais de 20 bombardeios ontem, o que chamou de "ataque mais intenso" de Israel contra a Síria neste ano.
Israel bombardeou o entorno do palácio presidencial nesta sexta-feira, como "uma mensagem" ao governo do presidente Ahmad Al-Sharaa. Já o governo sírio descreveu os bombardeios como "uma escalada perigosa contra as instituições do Estado e a sua soberania".
A força israelense "está posicionada no sul da Síria e pronta para impedir a entrada de forças hostis na área de localidades drusas", anunciou hoje o Exército de Israel. Mas, segundo um líder druso da província de Sueida, reduto dessa minoria no sul da Síria, "não houve nenhuma mobilização de soldados israelenses" na região. "Parece que sua presença se limita à província de Quneitra, onde estabeleceram posições após a queda do regime de Bashar al-Assad", em dezembro, disse à AFP.
Os drusos são uma minoria derivada do islã xiita e representam um pequeno contingente significativo no Líbano, na Síria e nas Colinas de Golã.
burs-lar/lg/kir/an/jvb/lb
K.Brown--BTB