-
Naomi Osaka se classifica pela primeira vez às oitavas de Wimbledon
-
Crise na família Bolsonaro abala a direita antes das eleições
-
Cabo Verde enfrenta Argentina nos últimos confrontos dos 16-avos da Copa
-
Tabu em torno do aborto no Quênia expõe milhares de mulheres à morte
-
Vida 'nas sombras' dos militares ucranianos que atacam Moscou com drones
-
Bayern de Munique anuncia contratação do alemão Nathaniel Brown
-
Iranianos que não irão ao funeral de Ali Khamenei
-
João Fonseca volta a cair na 3ª rodada de Wimbledon
-
Nagelsmann pede demissão e Alemanha se prepara para 'era Klopp'
-
Líderes iranianos prestam homenagem ao falecido líder supremo Ali Khamenei
-
Trump vai ao Monte Rushmore para celebrar os 250 anos da independência dos EUA
-
Casamento de Taylor Swift transforma Nova York em palco de evento digno da realeza
-
ONU prevê intensificação do El Niño com fenômenos extremos
-
Irã se blinda para despedida de Ali Khamenei, o líder supremo morto no início da guerra
-
Pelo menos 30 mortos nos piores ataques russos contra Kiev desde 2022
-
Suíça vence Argélia (2-0) e avança às oitavas de final da Copa do Mundo
-
Egito aposta em seu 'pequeno Zico' para derrotar a Austrália nos 16-avos da Copa
-
Fifa apoia decisão de anular gol de Gvardiol em meio aos protestos da Croácia
-
Cristiano Ronaldo dedica vitória e classificação de Portugal a Diogo Jota
-
Terremotos deixaram 2.595 mortos na Venezuela, anuncia presidente interina
-
Roberto Martínez elogia 'personalidade' de Portugal após virada contra Croácia
-
'Quando é preciso um gol, eu estou lá', comemora Gonçalo Ramos após classificação de Portugal
-
Portugal vence Croácia de virada (2-1) e vai enfrentar Espanha nas oitavas da Copa
-
Celebrações do casamento de Taylor Swift e Travis Kelce começam em Nova York
-
'Assumo a responsabilidade', diz Valverde após eliminação do Uruguai na Copa
-
Irã se blinda para a despedida de Ali Khamenei, o líder supremo morto no início da guerra
-
Koundé responde a Lamine Yamal e aguarda possível duelo entre França e Espanha
-
Inglaterra volta ao Azteca de seus pesadelos após 40 anos
-
Protagonistas da Fórmula 1 correm 'em casa' no GP da Grã-Bretanha
-
Pelo menos 27 mortos nos piores ataques russos contra Kiev desde 2022
-
Argentina, atual campeã, cruza o caminho da surpreendente seleção de Cabo Verde nos 16-avos da Copa
-
Néstor Lorenzo descarta favoritismo da Colômbia na Copa do Mundo
-
Paraguai 'vai dar muitas pancadas', alerta Barcola, atacante da França
-
Gana dará à Colômbia 'mais problemas' do que Portugal, antecipa Queiroz
-
'É o jogo das nossas vidas', diz técnico de Cabo Verde sobre duelo contra Argentina
-
Técnico do Egito não garante Salah como titular contra a Austrália nos 16-avos
-
Espanha vence Áustria (3-0) e vai às oitavas da Copa do Mundo
-
Israel recorda os 1.000 dias do ataque do Hamas com pedido para criar comissão investigadora
-
Atentado com bomba deixa nove mortos em Damasco
-
Scaloni pede respeito a Cabo Verde: 'Não chegaram por acaso'
-
OMS declara fim de surto de hantavírus vinculado a cruzeiro que partiu da Argentina
-
Nova York está pronta para casamento épico de Taylor Swift e Travis Kelce
-
De fã a adversário de Neymar na Copa: a jornada de Antonio Nusa com os 'Vikings' da Noruega
-
Endrick destaca sua versatilidade como possível arma contra Noruega
-
Venezuelano sobrevive oito dias sob escombros de terremotos
-
Harry Kane, o salvador da Inglaterra na Copa do Mundo
-
Rybakina vence McNally sem sustos e vai à terceira ronda de Wimbledon
-
Sem Paquetá, Brasil encara desafio de reconstruir meio-campo contra Noruega
-
Pelo menos 25 mortos nos piores ataques russos contra Kiev desde 2022
-
Manchester City está perto de assinar com Elliot Anderson
Tabu em torno do aborto no Quênia expõe milhares de mulheres à morte
O Quênia registra uma das taxas de aborto mais altas do mundo, mas a pressão dos Estados Unidos e dos grupos religiosos faz com que o governo evite abordar o tema, uma combinação que provoca a morte de milhares de mães todos os anos.
O aborto é ilegal no Quênia, embora seja permitido quando "a vida ou a saúde da mãe está em perigo", exceção suficientemente ampla para que centenas de clínicas privadas operem legalmente em todo o país da África Oriental.
No entanto, o aborto continua sendo um tema tabu em uma sociedade profundamente conservadora no âmbito religioso, e o governo se nega até mesmo a contabilizar quantos procedimentos são realizados.
Por isso, um estudo do Centro Africano de Pesquisa sobre População e Saúde (APHRC), com sede em Nairóbi, causou comoção no ano passado quando estimou, a partir de dados de centros de saúde e entrevistas com médicos e pacientes, que, em 2023, 793 mil abortos foram realizados.
A escassez de dados dificulta as comparações, mas esse número colocaria o Quênia entre os países com as taxas de aborto mais elevadas do mundo, aproximadamente o dobro da taxa per capita registrada no Reino Unido ou na França.
A combinação de uma elevada demanda de abortos e o persistente estigma tem consequências mortais. Segundo o APHRC, mais de 300 mil quenianas recorrem todos os anos a abortos clandestinos ou remédios perigosos.
Em 2023, o centro estimou que 2.600 mulheres morreram em decorrência de abortos inseguros, o equivalente a sete mortes por dia.
O doutor Samson Mwita presencia diariamente as graves sequelas em sua clínica em Nairóbi, onde atende entre 60 e 90 casos relacionados a abortos todos os meses.
"Recebemos pacientes com ruptura de útero, lacerações cervicais, infecções graves, anemia e até algumas que começam a desenvolver insuficiência renal", explica.
- Atenção pós-aborto -
O Ministério de Saúde do Quênia aprovou o estudo do APHRC, embora evite se pronunciar publicamente sobre essa questão.
Os responsáveis ignoraram durante semanas os pedidos de comentários da AFP, até que finalmente o diretor-geral do ministério, Patrick Amoth, aceitou falar por menos de cinco minutos.
"Estamos elaborando diretrizes para a atenção pós-aborto com o objetivo de capacitar o pessoal da saúde", explicou, acrescentando também que há investimento em programas de planejamento familiar para "reduzir as possibilidades de gestações indesejadas que possam levar a abortos".
"O governo não quer fornecer informações de forma transparente. Prefere guardar silêncio, não oferecer estes serviços nos hospitais públicos e permitir que continuem a desinformação, a intimidação e até mesmo assédio contra quem presta assistência médica", denunciou Martin Onyango, advogado da Rede de Saúde Reprodutiva do Quênia (RHNK).
Esta organização constitui um apoio fundamental para o setor, pois fornece material médico a zonas remotas e oferece proteção jurídica aos profissionais que praticam abortos.
No entanto, a forte dependência do Quênia à ajuda sanitária dos Estados Unidos dificulta qualquer reforma, já que os EUA proíbem o financiamento de entidades que ofereçam serviços de aborto.
J.Horn--BTB