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Presidente da Colômbia pede renúncia de todo o seu gabinete
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou neste domingo (9) que pediu a seus ministros e outros funcionários de alto escalão para colocarem seus cargos a disposição, em meio à profunda divisão de seu gabinete após uma tensa reunião realizada durante a semana.
"Solicitei a renúncia formal a ministras, ministros e diretores de departamentos administrativos. Haverá algumas mudanças no gabinete para alcançar maior conformidade com o programa ordenado pelo povo", escreveu Petro neste domingo na rede social X.
Antes do anúncio do presidente, a ministra de Meio Ambiente da Colômbia, Susana Muhamad, anfitriã da COP16 no ano passado, havia apresentado sua renúncia, somando-se a outros três altos funcionários de Petro que já tinham saído do governo depois de uma tensa reunião do Conselho de Ministros na terça-feira, que durou mais de cinco horas e foi televisionada ao vivo.
Nela, Petro repreendeu quase todos os ministros por falta de avanços na execução de projetos. Por outro lado, alguns funcionários, incluída a vice-presidente Francia Márquez, aproveitaram a ocasião para manifestar ao chefe de Estado sua rejeição pela indicação de Armando Benedetti como chefe de gabinete, e de Laura Sarabia como chanceler.
Aliados de longa data de Petro lhe disseram, diante das câmeras, que os dois estão distantes do projeto progressista que venceu as eleições em 2022, e os acusaram de obstaculizar a comunicação com o presidente.
Benedetti, cujas raízes políticas estão na margem oposta do projeto esquerdista de Petro, está sendo investigado por supostas irregularidades no financiamento da campanha presidencial e enfrenta uma denúncia por violência de gênero.
Já Sarabia, uma jovem de ascensão meteórica no governo, ocupando diversos cargos de alto escalão, foi citada na investigação do maior escândalo de corrupção no governo por desvio de recursos públicos e esteve envolvida em um caso por supostas escutas ilegais contra sua babá.
Outras renúncias de alto perfil ocorridas durante a semana incluem a de Jorge Rojas, chefe do DAPRE, uma entidade que recebe grande quantidade de recursos do Estado, a do ministro da Cultura, Juan David Correa, e da secretária jurídica da Presidencia, Paula Robledo.
M.Ouellet--BTB