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Hamas diz que trégua está em perigo após adiamento da libertação de prisioneiros
O Hamas acusou Israel de "colocar em grave perigo" o acordo de trégua após a decisão do governo israelense de adiar a libertação de mais de 600 prisioneiros palestinos que deveriam ter sido libertados no sábado, após a entrega de seis reféns israelenses.
"Ao adiar a libertação dos nossos prisioneiros (...) o inimigo se comporta como um criminoso e coloca em grave perigo todo o acordo de trégua", declarou à AFP Bassem Naïm, dirigente do Hamas.
Naïm pediu aos mediadores internacionais, "em particular os Estados Unidos", que "pressionem o inimigo a aplicar o acordo e libertar imediatamente este grupo de prisioneiros".
Israel anunciou neste domingo o adiamento da libertação dos prisioneiros palestinos, prevista no âmbito do frágil cessar-fogo em vigor na Faixa de Gaza, até que o Hamas apresente garantias de que acabará com as "cerimônias humilhantes" de libertação dos reféns israelenses.
Nas cerimônias encenadas e transmitidas ao vivo, os reféns recebem em palcos certificados em hebraico para marcar o fim do seu cativeiro. Alguns são obrigados a pronunciar algumas palavras em um microfone antes de serem entregues a funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que os transportam até representantes das forças de segurança israelenses.
A trégua entrou em vigor em 19 de janeiro, após mais de 15 meses de uma guerra desencadeada pelo ataque do Hamas em território israelense em 7 de outubro de 2023.
A primeira fase do acordo de cessar-fogo, que prevê três fases, termina em 1º de março.
No sábado, no que deveria ser a sétima troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos com base na trégua, o Hamas libertou seis reféns, como estava previsto.
Quatro dos seis reféns libertados no sábado foram sequestrados durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel.
Em troca, 602 prisioneiros deveriam ser libertados no sábado por Israel, segundo a ONG Clube de Prisioneiros Palestinos.
R.Adler--BTB