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Guiana denuncia incursão de navio da Venezuela
A Guiana denunciou neste sábado a presença de um navio militar venezuelano perto de um bloco petrolífero localizado na região de Essequibo, disputada pelos dois países.
A tensão envolvendo a disputa por essa região, rica em recursos naturais, aumentou em 2015, quando a ExxonMobil descobriu jazidas que oferecem à Guiana as maiores reservas mundiais de petróleo bruto.
"Por volta das 7h, um navio-patrulha da Marinha venezuelana entrou em águas da Guiana", afirmou o presidente Irfaan Ali. "Durante a incursão, o navio venezuelano se aproximou de vários ativos em nossas águas exclusivas", denunciou, em sua conta no Facebook.
Segundo Ali, a Guiana “colocou seus parceiros internacionais em alerta depois que um navio-patrulha militar venezuelano indicou aos navios flutuantes guianenses de produção, armazenamento e descarga (FPSO) do bloco Stabroek que eles estavam operando em águas internacionais em disputa". O presidente da Guiana, no entanto, afirmou que os FPSOs estavam "operando legalmente dentro da zona econômica exclusiva da Guiana".
As Forças Armadas da Venezuela não se pronunciaram sobre o assunto. Já os Estados Unidos, um aliado importante do governo de Georgetown, chamou a incursão de inaceitável e se referiu ao ocorrido como "uma violação clara do território marítimo internacionalmente reconhecido da Guiana".
"Qualquer provocação adicional vai resultar em consequências para o regime de Maduro", advertiu Washington na rede social X.
H.Seidel--BTB