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Netanyahu diz que pressão militar 'funciona' e pede a Hamas que entregue as armas
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (30) que a pressão militar contra o Hamas em Gaza "funciona" e insistiu que o movimento islamista palestino deve entregar suas armas.
"Com relação ao Hamas em Gaza, a pressão militar funciona (...). Podemos ver que rachaduras estão começando a aparecer" nas exigências do grupo nas negociações, declarou Netanyahu no início de uma reunião de gabinete.
"O Hamas deve entregar suas armas. Seus líderes então poderão sair" do território, ele acrescentou.
As declarações de Netanyahu coincidem com os países mediadores — Egito, Catar e Estados Unidos — que tentam voltar a negociar um cessar-fogo e garantir a libertação dos reféns israelenses ainda mantidos em Gaza.
Um alto funcionário do Hamas disse no sábado que o movimento aprovou uma nova proposta de cessar-fogo dos mediadores e pediu que Israel a apoiasse.
O gabinete de Netanyahu confirmou o recebimento e disse que havia apresentado uma contraproposta.
Em Gaza, pelo menos oito pessoas, incluindo cinco crianças, morreram neste domingo em um bombardeio israelense a uma casa e uma tenda pertencentes a deslocados, anunciou a agência de defesa civil do território palestino.
Em Israel, o Exército ativou sirenes de ataque aéreo em diversas regiões após um míssil disparado do Iêmen, que foi interceptado "antes de entrar no território israelense".
Pouco depois, os rebeldes huthis do Iêmen reivindicaram a responsabilidade pelo lançamento de um "míssil balístico" em direção ao Aeroporto Ben Gurion.
A frágil trégua, que permitiu várias semanas de relativa calma na Faixa de Gaza, terminou abruptamente em 18 de março, quando Israel retomou seus bombardeios aéreos e sua ofensiva terrestre.
O ataque de milicianos do Hamas em 7 de outubro de 2023, no sul de Israel, deixou 1.218 mortos, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais israelenses.
Durante o ataque, 251 pessoas foram sequestradas, 58 das quais permanecem detidas em Gaza (34 mortas).
A resposta militar de Israel deixou pelo menos 50.277 mortos em Gaza, a maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde liderado pelo Hamas, cujos dados são considerados confiáveis pela ONU.
F.Pavlenko--BTB