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Iranianos vivem entre medo e desilusão antes das negociações com os EUA
Após ouvirem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar uma "civilização inteira" e Teerã "disposto a destruir tudo", vários iranianos conversaram com a AFP sobre suas dúvidas antes dos diálogos previstos entre Estados Unidos e Irã.
Os esforços diplomáticos se multiplicam para consolidar o frágil cessar-fogo anunciado nesta semana entre EUA e Irã e convertê-lo em um acordo de paz.
Habitantes de Teerã contactados de Paris pela AFP contaram o que sentem - sob condição de anonimato para evitar represálias - entre a raiva, o medo, a ironia e uma profunda desilusão.
- Negociações -
Amir, artista de 40 anos, não acredita "que este acordo temporário e estas negociações durem sequer uma semana". Segundo ele, "no Irã, os extremistas se opõem totalmente e dizem: 'Estamos ganhando, que sentido faz um cessar-fogo?'".
O aparelho repressivo iraniano, incluindo a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do poder, se considera fortalecido pela guerra.
"A máquina de propaganda lhes contou tantas mentiras que eles realmente acreditam que venceram a guerra. Eles não entendem o que é paz", disse.
Sheida, de 38 anos, constata que as incertezas em torno das negociações geram uma onda de pânico. "Todo mundo está resolvendo às pressas seus assuntos financeiros. Com exceção de um pequeno grupo de pessoas abastadas, as pessoas têm medo das dívidas e do dinheiro que lhes devem e que talvez nunca mais vejam", afirma.
- A guerra ou o status quo? -
Entre uma retomada dos aterrorizantes bombardeios aéreos e a manutenção do sistema da república islâmica, a escolha é impossível.
"Tenho medo tanto de que a guerra recomece como de que o regime continue", admite Sheida. "O que tentamos construir durante todos estes anos, apesar de todas as provações e de uma economia desastrosa, desapareceu. E aqueles que estão no poder estão ainda mais agressivos", acrescentou.
Amir, por sua vez, não vê futuro senão na luta. Mesmo em caso de acordo, "continuaremos combatendo, porque não haverá nada em benefício do povo e não perdoaremos nossos assassinos".
"Em uma só noite, milhões de nós saíram às ruas. E, ao voltar, quase 50.000 de nós estavam faltando", conta ele, em referência à repressão das manifestações antigovernamentais de janeiro, que deixaram milhares de mortos, segundo várias ONGs.
- Trump e suas contradições -
Um morador de Teerã, de 30 anos, não consegue decifrar as ambições de Donald Trump nestas conversas, dadas as suas contradições.
"Não deveríamos levar Trump tão a sério. Ele quer apagar uma civilização do mapa e, 12 horas depois, estabelece um cessar-fogo que não se baseia em nada", resume.
"A maior parte do que ele diz é só besteira (...) Mas o que o ajuda é que nunca se sabe quais delas vão acabar acontecendo".
Sheida também questiona a estratégia da Casa Branca. "Francamente, será que Trump não percebeu mesmo que (os americanos) poderiam ficar presos se o Estreito de Ormuz fosse fechado?", questiona, em referência à passagem estratégica que o Irã praticamente bloqueou após o início da guerra em 28 de fevereiro.
Shahrzad, uma dona de casa de 39 anos, não tolera as ameaças do presidente americano feitas na terça-feira, segundo as quais "uma civilização inteira" morreria.
"Eu tinha esperado a queda do regime islâmico e aceitado as dificuldades da guerra. Mas percebo que este homem zomba do mundo inteiro e não tem nenhuma humanidade", afirma.
- O futuro do poder iraniano -
"Este governo é ideológico e não vai cair facilmente", considera Sara, de 44 anos, designer gráfica na capital. "Este país nunca estará em paz por culpa dessa gente e dessa ideologia".
Amir acredita que as autoridades que escaparam dos bombardeios "vão continuar lutando (...) e estão dispostas a destruir tudo só para vencer". Portanto, "a única solução é que o povo se levante novamente ou que a guerra destrua o regime".
"Imagine o que aconteceria se sobrevivessem à guerra com os Estados Unidos e Israel (...) não teriam mais medo de nada", acrescenta o artista, que prevê que um desfecho destes poderia aumentar as chances de o Irã buscar a bomba atômica, uma ambição que Teerã nega ter.
"Não se manifestem se quiserem viver", sentencia, por sua vez, o morador de Teerã de 30 anos.
C.Kovalenko--BTB