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Rei Charles II encerra visita aos EUA com imersão na cultura americana
O rei Charles III desfrutou, nesta quinta‑feira (30), de uma boa dose de cultura americana, no último dia de uma visita de Estado destinada a recompor os laços entre o Reino Unido e os Estados Unidos, abalados pela guerra no Irã.
Tudo indica que a viagem de quatro dias foi um sucesso, com o presidente Donald Trump atuando como um anfitrião atencioso, recebendo o monarca com um extravagante banquete de gala na Casa Branca.
"É um grande rei, o maior de todos os reis, na minha opinião", disse Trump a jornalistas quando Charles e a rainha Camilla chegaram na manhã desta quinta‑feira à Casa Branca para uma breve cerimônia de despedida.
Após os apertos de mão e uma breve troca de palavras, Trump comentou, enquanto o casal real se afastava de carro: "Grandes pessoas. Precisamos de mais gente assim em nosso país".
Algumas horas depois, Trump anunciou a eliminação das tarifas sobre o uísque escocês "em homenagem" a Charles e Camilla.
Como parte da agenda de seu último dia nos Estados Unidos, os monarcas visitaram o Cemitério Nacional de Arlington, nos arredores de Washington, onde depositaram uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido.
De lá, o casal participou de uma "festa de bairro" em Front Royal, na Virgínia, por ocasião do 250º aniversário da independência dos Estados Unidos do Reino Unido, celebrado neste ano.
A pequena cidade se mobilizou por completo: uma multidão recebeu o casal real, e foi organizado um desfile em sua homenagem.
O rei e sua esposa experimentaram as especialidades gastronômicas locais, conheceram o time local de beisebol das ligas infantis e conversaram com um fazendeiro que segurava um cordeirinho que havia sido batizado de Charles em honra ao monarca.
O dia terminou com uma visita ao Parque Nacional de Shenandoah, nas Montanhas Blue Ridge, ali perto, que incluiu encontros com membros da Nação Indígena Monacan, cujos territórios ancestrais abrangiam grande parte da região.
O ponto alto da viagem foi o discurso de Charles III na terça‑feira perante o Congresso dos Estados Unidos, o primeiro de um rei britânico desde que a rainha Elizabeth II falou diante dos parlamentares em 1991.
O discurso foi bem recebido, embora tenha abordado temas como a mudança climática, a necessidade de limitar o poder presidencial e até a importância da Otan e da defesa da Ucrânia, questões delicadas para o governo Trump.
O monarca, de 77 anos, contornou as tensões entre Trump e o primeiro‑ministro Keir Starmer pela recusa do Reino Unido em aderir à guerra contra o Irã.
Charles e Camilla partiram na tarde desta quinta‑feira rumo ao território britânico insular de Bermudas.
B.Shevchenko--BTB