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Tufão Kalmaegi deixa cinco mortos no Vietnã após passagem devastadora pelas Filipinas
O tufão Kalmaegi atingiu o Vietnã na madrugada de sexta-feira (7) e matou cinco pessoas, após a passagem devastadora pelas Filipinas, onde o número de mortos subiu para 188.
O ciclone potente, um dos mais letais do mundo neste ano, tocou o solo na noite de quinta-feira na costa central vietnamita, já devastada por tempestades recentes e onde milhares de pessoas abandonaram suas casas para evitar o tufão.
No início da semana, o Kalmaegi deixou um rastro de destruição nas Filipinas, com inundações que arrastaram carros, caminhões e contêineres de carga antes de seguir seu caminho para o oeste.
"O teto da minha casa simplesmente voou", disse Nguyen Van Tam, um pescador de 42 anos da província vietnamita de Gia Lai, onde a tempestade provocou ventos de até 149 km/h, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
"Estamos todos bem, (mas) o tufão foi horrível, muitas árvores caíram", contou.
As autoridades vietnamitas ainda avaliavam os danos na manhã de sexta-feira, mas o governo informou que pelo menos cinco pessoas morreram e 57 casas foram destruídas em Gia Lai e na região vizinha de Dak Lak.
Quase 3.000 residências sofreram danos. Onze embarcações afundaram, segundo as autoridades.
Nas ruas próximas à praia de Quy Nhon, em Gia Lai, equipes de emergência e soldados trabalhavam com os moradores para remover as árvores arrancadas e retirar os escombros.
"Foi um tufão muito forte", afirmou Tran Ngo An, 64 anos, à AFP. "É a segunda vez que vejo um tufão assim. O outro foi há cerca de 10 anos, mas não foi tão forte quanto este".
A empresa estatal de energia elétrica informou que 1,6 milhão de clientes ficaram sem eletricidade quando o tufão atingiu a costa central, mas o serviço foi restabelecido para um terço deles na manhã de sexta-feira.
O tufão perdeu força ao avançar pelo interior do país, mas ainda estão previstas chuvas fortes para grande parte da costa central, segundo o serviço meteorológico nacional.
O fenômeno atingiu o centro do Vietnã no momento em que a região se recuperava de mais de uma semana de inundações e chuvas recordes que deixaram pelo menos 47 mortos.
O país asiático está localizado em uma das regiões tropicais mais ativas do planeta em termos de ciclones e registra, em média, 10 tufões ou grandes tempestades por ano. O Kalmaegi, no entanto, foi o 13º de 2025.
- Chuvas implacáveis nas Filipinas -
Antes do Vietnã, o Kalmaegi atingiu as ilhas de Cebu e Negros, nas Filipinas. As inundações, consideradas sem precedentes, devastaram as localidades e cidades mais afetadas da província de Cebu, onde prosseguem as buscas por pessoas desaparecidas.
As autoridades filipinas elevaram o balanço de mortos para 188, com 135 pessoas ainda desaparecidas.
Mais de 500.000 pessoas foram deslocadas no país devido às inundações.
O presidente filipino, Ferdinand Marcos, declarou "estado de calamidade nacional", o que autoriza o governo a liberar fundos para ajuda humanitária e a impor limites aos preços de produtos de primeira necessidade.
Em Liloan, um povoado perto da cidade de Cebu onde 35 corpos foram retirados das zonas inundadas, jornalistas da AFP viram carros empilhados e telhados arrancados de edifícios, cujos moradores tentavam remover a lama.
Os cientistas alertam que as tempestades estão se tornando cada vez mais potentes devido às mudanças climáticas provocadas pelo ser humano. O aquecimento dos oceanos permite que os tufões se intensifiquem rapidamente, e uma atmosfera mais quente retém mais umidade, o que resulta em chuvas mais intensas.
O.Krause--BTB