-
Diretor da CIA viaja a Havana para reunião excepcional com autoridades cubanas
-
Julgamento de Elon Musk contra OpenAI em argumentos finais
-
Trump buscará concluir sua cúpula com Xi com resultados tangíveis em comércio
-
Com vaias a Mbappé, Real Madrid vence o rebaixado Oviedo no Campeonato Espanhol
-
Calculadora na mão e paciência: Arsenal e City batalham pelo título na penúltima rodada do Inglês
-
Tiger Woods retorna à Flórida após passar por tratamento no exterior
-
Príncipe Harry e Meghan Markle produzirão filme sobre Afeganistão para Netflix
-
Cuba se recupera aos poucos de apagão maciço, mas situação segue crítica
-
Messi, o menino que encerrou a carreira do treinador que viu 'o melhor jogador do mundo'
-
Mercado do petróleo se mantém estável, de olho em reunião entre Trump e Xi
-
Presidente palestino anuncia que está preparado para realizar eleições
-
França anuncia lista de convocados para a Copa do Mundo de 2026
-
Na OEA, Noboa se diz disposto a 'trabalhar com países que querem paz'
-
Após apagão, Cuba restabelece energia aos poucos, mas situação segue crítica
-
'El Partido' estreia com destaque no Festival de Cannes
-
Intenso bombardeio russo em Kiev deixa 10 mortos e diminui esperanças de paz
-
Ancelotti renova com a CBF para comandar a Seleção até 2030
-
Dior homenageia Hollywood com seu desfile Cruise em Los Angeles
-
Xi adverte Trump que questão de Taiwan pode resultar em 'conflito'
-
FMI alerta para 'cenário adverso' caso guerra no Irã se prolongue
-
Cientistas alertam Fifa sobre risco de calor extremo na Copa do Mundo de 2026
-
Carlo Ancelotti renova contrato com a CBF e ficará na Seleção até 2030
-
Fundo de investimento público saudita vai patrocinar Copa do Mundo de 2026
-
Princesa Kate encerra visita à Itália com aula de preparo de massa
-
Alguns israelenses sonham em se estabelecer no sul do Líbano
-
Coco Gauff disputará final do WTA 1000 de Roma pelo segundo ano consecutivo
-
Sinner bate Rublev e estabelece recorde de vitórias consecutivas em Masters 1000
-
Líbano e Israel negociam nos EUA às vésperas do fim do cessar-fogo
-
Polícia do Equador prende líder da organização criminosa que controlava Quito
-
Cuba tem apagão maciço e protestos, enquanto governo diz estar sem combustível
-
Irã não recebeu vistos para viajar aos Estados Unidos e disputar a Copa
-
Ministro da Saúde britânico renuncia, provável rival de Starmer à frente do trabalhismo
-
Rainha Margreth II da Dinamarca, que abdicou em 2024, é internada por dores no peito
-
Grande apagão atinge o leste de Cuba
-
Shakira, Madonna e BTS farão show do intervalo na final da Copa do Mundo
-
Cães policiais farejam entorpecentes no Festival de Cannes
-
Intenso bombardeio russo em Kiev deixa 5 mortos e enfraquece esperanças de paz
-
Flávio Bolsonaro nega irregularidade em vínculo com banqueiro Daniel Vorcaro
-
Uma mulher à frente da ONU seria 'reparação histórica', diz candidata equatoriana a secretária-geral
-
Uma Copa do Mundo gigante construída em três países às custas do meio ambiente
-
Primeira-ministra da Letônia renuncia após polêmica sobre incursão de drones ucranianos
-
Chanceleres do BRICS se reúnem na Índia com Irã e petróleo como pano de fundo
-
Juiz suspende sanções americanas contra especialista da ONU sobre palestinos
-
Cientistas alertam para risco de calor extremo na Copa do Mundo
-
Ataque russo contra Kiev deixa um morto e dezenas de feridos
-
Cuba culpa EUA por 'tensa' crise energética
-
Xi alerta Trump sobre Taiwan durante reunião em Pequim
-
Xi recebe Trump para tratar de suas múltiplas divergências
-
Alavés vence (1-0) e frustra objetivo do Barça de alcançar os 100 pontos
-
Dembélé, Barcola, Zaïre-Emery, Beraldo: os destaques do título do PSG
Rússia exalta masculinidade em campanha de recrutamento militar
Seja caminhando pelas ruas ou acessando as redes sociais, os russos em idade militar há vários dias não conseguem evitar as propagandas da campanha de recrutamento para se juntarem ao exército russo na ofensiva sobre a Ucrânia.
"Você é um homem. Comporte-se como um!", diz uma das ações que têm o objetivo de dar um novo impulso ao alistamento - cada vez menor-, sem recorrer a uma nova mobilização forçada, um movimento impopular que o Kremlin adotou em setembro, após vários reveses militares.
Desde então, como forma de apaziguar a opinião pública, o governo lançou a maior campanha publicitária de recrutamento militar voluntário desde o início da ofensiva russa, em fevereiro de 2022.
Em Moscou, propagandas se espalham por outdoors em rodovias, vitrines e pontos de ônibus, todos promovendo um "trabalho honrado e salários decentes".
Embora as autoridades não tenham anunciado metas numéricas, a imprensa russa relata que o exército espera recrutar centenas de milhares de homens.
No site do município de Moscou, o salário prometido a um soldado enviado à Ucrânia é de 204.000 rublos (2.500 dólares ou 12.652 reais no câmbio atual), mais de 10 vezes o salário mínimo.
Aos que participarem da ação ofensiva, é prometido ainda um bônus diário de 8.000 rublos (496 reais) e outros 50.000 rublos (3.099 reais) por cada quilômetro conquistado em uma brigada de assalto, a formação mais exposta ao fogo inimigo.
"Na Rússia, é uma boa quantia para sustentar uma família, incluindo os pais. É lógico: se uma pessoa defende sua pátria, por que não a pagam?", disse à AFP Piotr Lipka, um jovem de 21 anos.
"Alistar-se por contrato é melhor" do que ser mobilizado, acrescentou o estudante de Volgogrado.
- "Defender a pátria" -
Nos cartazes não há imagens de combate, o conflito na Ucrânia parece distante. "Nosso trabalho, defender a pátria", pondera um banner com três soldados sob um céu azul.
Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra um taxista, um corretor de seguros e um professor de educação física seguido da frase "esse é realmente o caminho que você queria escolher?", questionando profissões tradicionais em detrimento da atividade militar.
No final da propaganda, os três homens ficam satisfeitos em optar pelo uniforme do exército e o rifle de assalto, sob o slogan "Você é um homem. Comporte-se como um".
Evgeny Krapivine serviu na Chechênia em sua juventude. O homem de 41 anos contou à AFP que gostaria de se alistar novamente, mas teme que sua idade seja um problema.
"Quando perguntei, eles me responderam: 'você tem 41 anos, não vamos levar você'", disse. Posteriormente, o exército reconsiderou sua adesão e o informou que podem entrar em contato com o veterano "a qualquer momento".
Ao lançar a campanha, o presidente russo, Vladimir Putin, teve uma lei aprovada em apenas dois dias para facilitar uma nova mobilização, o que gerou temores, à medida que a primeira convocação militar "parcial" em setembro fez com que dezenas de milhares de homens fugissem para o exterior.
Com as ações de recrutamento voluntário, o governo quer "evitar um novo susto", disse à AFP Denis Volkov, diretor do centro de estudos independentes Levada, acrescentando que a propaganda deve ter mais força no interior do que nas principais cidades do país.
Em Moscou, os pais idosos dos soldados recrutados recebem assistência domiciliar e seus filhos possuem vagas gratuitas em creches.
Em caso de morte, estes recrutas recebem a promessa de abrigo para suas famílias e uma indenização de vários milhões de rublos.
F.Müller--BTB