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Rishi Sunak enfrenta líder trabalhista em último debate antes das eleições britânicas
O primeiro-ministro conservador do Reino Unido, Rishi Sunak, a quem as pesquisas atribuem uma derrota clara nas eleições de 4 de julho, enfrenta nesta quarta-feira (26) o último debate televisionado contra o líder trabalhista Keir Starmer, com a esperança de diminuir a diferença.
A sabatina na sede da BBC em Nottingham, às 19h15 locais (16h15 em Brasília) será a segunda e última entre os candidatos, após uma anterior no dia 4 de junho, na qual Sunak, de 44 anos, parecia ter saído com vitória, embora não tenha evitado que Starmer continuasse como favorito ao posto de novo premiê, o que colocaria fim aos 14 anos dos conservadores no poder.
Após o primeiro debate televisionado, uma pesquisa do instituto Yougov deu ao líder conservador a vitória no encontro, com 51%, contra 49% de Starmer.
Naquele dia, Sunak se mostrou muito combativo, consciente de que estava muito atrás nas pesquisas e reconhecendo a ameaça do líder da extrema direita, Nigel Farage, que no início de junho anunciou sua candidatura às eleições, à frente do partido Reform UK.
A vantagem dos trabalhistas sobre os conservadores, de quase 20 pontos no início da campanha, permaneceu ou aumentou em quase todas as pesquisas, o que parece abrir a porta de Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro, a Keir Starmer.
- Críticas recentes a Sunak -
O Brexit em 2020 e suas consequências para a economia britânica, a covid-19 e o aumento do custo de vida deixaram poucas possibilidades de recuperação ao Partido Conservador de Sunak.
A este cenário, somam-se as críticas no início de junho pela ausência do atual premiê em um evento comemorativo dos desembarques na Normandia, no qual participaram líderes ocidentais, enquanto ele priorizou a sua presença em um programa de televisão como parte de sua campanha eleitoral.
Além disso, no dia 20 de junho, o Partido Conservador foi alvo de suspeitas de apostas fraudulentas sobre a data das eleições, pouco antes de Sunak anunciá-las oficialmente. Um policial encarregado da escolta do primeiro-ministro e de dois membros de seu partido estão sendo investigados por este caso.
Considerando todos os acontecimentos, uma pesquisa estimou que Sunak poderia ser o primeiro chefe de Governo a não conseguir obter o seu assento no Parlamento por sua circunscrição eleitoral.
Em uma tentativa desesperada de superar a desvantagem, os conservadores parecem ter orientado a sua campanha para posições anida mais à direita, sobretudo em questões de imigração.
- Ameaça da extrema direita -
Os conservadores temem que o Reform UK possa tirar-lhes votos nas eleições.
"Uma das principais razões pelas quais os conservadores têm um desempenho tão fraco nas pesquisas é proveniente de uma hemorragia entre seus eleitores que optam pelo partido Reform UK", ao qual foi atribuído 15% das intenções de voto, segundo Matthew Smith, do instituto YouGov, no início da campanha.
Keir Starmer, que levou o Partido Trabalhista a correntes centristas após a derrota do esquerdista Jeremy Corbyn nas eleições de 2019, sabe que é quem tem mais a perder no debate, devido à sua clara vantagem.
Por fim, a redução da inflação para 2% não ajudou Sunak - o índice era de 11% quando assumiu o cargo, há menos de dois anos.
O conservador assumiu o posto no final de 2022, após o criticado mandato de apenas 49 dias de Liz Truss.
Algumas pesquisas apontam um dos piores resultados da história para os conservadores e também o melhor para os trabalhistas, cujo último primeiro-ministro foi Gordon Brown em 2010.
E.Schubert--BTB