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Protesto em frente ao congresso do partido ultradireitista AfD, que quer governar a Alemanha
O partido alemão de extrema direita AfD anunciou neste sábado (29) uma estratégia para conquistar o poder na maior potência econômica europeia, em um congresso realizado em Essen, onde ocorreram protestos com incidentes em que onze policiais ficaram feridos.
"Queremos governar, primeiro no leste [da Alemanha], depois no oeste e depois a nível federal", proclamou Tino Chrupalla, co-presidente da Alternativa para a Alemanha (AfD), perante cerca de 550 delegados reunidos em um salão de eventos nessa cidade localizada no oeste do país.
O congresso, que vai até domingo, começou com meia hora de atraso devido aos bloqueios de ruas por parte dos manifestantes.
Cerca de 50 mil pessoas, segundo os organizadores (a polícia não forneceu números até o momento) marcharam em direção ao salão do congresso, agitando faixas com slogans como "Resistência!" ou "Juntos pela Democracia".
Durante as manifestações houve brigas e detenções, quando os manifestantes, “alguns deles encapuzados, atacaram as forças de intervenção”, disse a polícia do ‘länder’ (estado federal) da Renânia do Norte-Vestefália, na rede social X.
A polícia usou “spray de pimenta e cassetetes e onze policiais ficaram feridos”, acrescentou.
"A AfD não é bem-vinda aqui. Defendemos uma sociedade aberta ao mundo e democrática", disse Linda Kastrup, porta-voz da associação "Gemeinsam Laut".
Chrupalla, reeleito copresidente da AfD juntamente com Alice Weidel, destacou o progresso nas eleições locais e nas recentes eleições legislativas europeias, em que esse partido obteve 16% dos votos, à frente do partido social-democrata do chefe de governo alemão, Olaf Scholz.
Os analistas preveem que o partido, com um programa hostil aos imigrantes, vencerá as eleições regionais em três estados do leste da Alemanha em setembro, embora sem uma maioria que lhe permita governar sozinho.
C.Kovalenko--BTB