-
Cidade natal de Bellingham celebra estrela da seleção inglesa
-
Até 45% dos riscos de demência poderiam ser prevenidos ou adiados, afirma OMS
-
Starmer se despede em clima descontraído e promete apoio a sucessor
-
Imprensa espanhola celebra classificação da 'Roja' à final
-
Ateliê de moda passa a confeccionar bolsas mortuárias após terremotos na Venezuela
-
Ebola se alastra pela República Democrática do Congo
-
Argentina e Inglaterra reacendem rivalidade para enfrentar Espanha na final da Copa
-
Quênia nega aos rastafáris o direito de fumar maconha por motivos religiosos
-
Biden anuncia livro de memórias e afirma que tratamento contra o câncer vai 'muito bem'
-
Cuba restabelece eletricidade após terceiro apagão geral em menos de dez dias
-
Guerra entre Irã e EUA se intensifica
-
China acaba com 'namorados' e amizades criados por IA
-
Fim da fronteira fecha 'ferida aberta' entre Espanha e Gibraltar, diz Pedro Sánchez
-
'Eu vivo isso com tranquilidade', diz à AFP a sósia russa de Haaland
-
França vota para legalizar direito à eutanásia
-
Austrália anuncia que promulgará leis para regulamentar IA e centros de dados
-
Crescimento econômico da China registra ritmo mais lento em três anos
-
Novos ataques na região de Ormuz; EUA retoma bloqueio aos portos do Irã
-
Argentina x Inglaterra: o duelo mais acirrado valendo vaga na final da Copa do Mundo
-
Ex-líder das Farc teme violência na Colômbia após ameaças do presidente eleito
-
Scaloni pede para que não misturem semifinal Argentina-Inglaterra com Malvinas
-
Espanha e Gibraltar encerram controles fronteiriços
-
EUA restabelece bloqueio naval ao Irã e guerra se intensifica
-
Embaixada britânica na Argentina recorre ao humor antes da semifinal contra Inglaterra
-
Inglaterra espera semifinal 'intensa e emocionante' contra Argentina, diz Tuchel
-
'Não me imaginava em outro clube da Europa', diz Lewandowski na chegada ao Chicago Fire
-
EUA lança novos ataques contra Irã e restabelece bloqueio naval
-
Multidão comemora em Madri classificação da Espanha para final da Copa do Mundo
-
'Não fizemos a partida que queríamos', lamenta Mbappé
-
Oyarzabal pede que 'momento histórico' do futebol espanhol seja valorizado
-
'Eles foram melhores do que nós', admite Cherki após derrota da França para a Espanha
-
'Uma final de Copa está ao alcance de poucos', comemora técnico da Espanha
-
'Nunca imaginei algo assim, nem nos meus melhores sonhos', diz Pedro Porro
-
'Estivemos abaixo do nosso nível', admite Deschamps após derrota da França para a Espanha
-
Mason Greenwood deixa Olympique de Marselha para jogar no Fenerbahçe
-
Espanha bate França (2-0) e está na final da Copa do Mundo
-
Exército liberta 39 sequestrados por guerrilha ELN na Colômbia; 2 militares morrem
-
Scaloni e Tuchel: a calma e a tormenta na busca por uma vaga na final da Copa do Mundo
-
EUA intensifica bombardeios contra Irã, mas recua sobre taxa para cruzar Ormuz
-
Trump falará sobre "eleições livres e justas" em discurso à nação na 5ª feira
-
Manchester United anuncia contratação do belga Youri Tielemans
-
Tiranossauro rex 'Gus' é vendido por valor recorde de US$ 50 milhões em leilão nos EUA
-
Advogados de mãos atadas: o desafio de trabalhar sob governos autoritários
-
Brighton contrata zagueiro croata Luka Vuskovic em transferência recorde para o clube
-
EUA intensifica bombardeios contra Irã após anunciar restabelecimento de bloqueio naval
-
Leandro Trossard deixa Arsenal e assina com o Besiktas
-
Como um 'farejador', socorrista recupera restos mortais do primo na Venezuela
-
Política britânica assassinada foi vítima de 'ataque seletivo'
-
Balogun sabia que anulação de suspensão 'causaria muita polêmica'
-
Ex-zagueiro da seleção croata Dario Simic é preso por suspeita de corrupção
Jovens da Venezuela se preparam para sua primeira eleição
Eles conhecem apenas uma forma de governo: o chavismo, que, primeiro, com Hugo Chávez, e agora com Nicolás Maduro, domina a política venezuelana desde 1999. Com desconfiança, mas também com esperança, os jovens venezuelanos se preparam para sua primeira eleição presidencial.
"Vou votar", diz à AFP Carla Zambrano, estudante de Comunicação Social de 22 anos, mas admite não estar muito entusiasmada. "Me registrei [como eleitora] porque era um dever. Os professores e meus avós insistiram muito."
Sua amiga Astrid de Nóbrega, de 20 anos, não poderá votar porque não conseguiu se registrar nos cadernos eleitorais, que ficaram abertos por menos de um mês e em horário restrito.
Mas está entusiasmada com a possibilidade de vitória do adversário Edmundo González Urrutia, representante da líder opositora inabilitada María Corina Machado.
"Sair dessa ditadura seria revigorante", afirma a jovem. "Sinto que o panorama é muito mais promissor do que nos anos anteriores, especialmente porque o Edmundo conseguiu se candidatar".
Zambrano está desconfiada. "Sinto que o voto por si só, com as condições que temos, não vale 100% a pena", afirma. Ela acredita que as autoridades podem "manipular" o processo, como a oposição denunciou no passado.
Nas eleições de 28 de julho, Maduro, de 61 anos e na presidência desde 2013, após a morte de Chávez, busca um terceiro mandato consecutivo de seis anos.
- 'Mecanismos de desesperança' -
A participação eleitoral dos jovens entre 18 e 29 anos na Venezuela é historicamente inferior à do resto da população. Este ano, 600 mil inscreveram-se pela primeira vez nos registros eleitorais, segundo a ONG "Voto Jovem".
O instituto de pesquisa Delphos estima que entre 59% e 60% dos venezuelanos estão dispostos a votar.
"Houve mecanismos de desesperança [...] como as prisões de jovens que praticam ativismo. Isso também desencoraja o voto", explica Mariandreina Montilla, da "Voto Jovem".
"Os jovens não veem futuro", acrescenta Félix Seijas, diretor da Delphos.
Há 21,6 milhões de eleitores registrados, de uma população de cerca de 30 milhões de pessoas. Mas estima-se que apenas 17 milhões que estão na Venezuela e não migraram poderão votar.
"Aqui não há plano de vida, nem econômico, nem trabalhista, nem social", queixa-se Ana Colmenares, estudante de Psicologia, de 20 anos. "O país não mudou desde que nasci. Não há outra coisa senão isso, por isso é uma desilusão constante", acrescenta, declarando-se "apolítica", embora planeje votar nesta eleição.
A economia da Venezuela se contraiu 80% em sete anos e teve quatro anos consecutivos de hiperinflação. As crises econômica, política e humanitária levaram cerca de 7 milhões de pessoas a migrar para o exterior na última década, segundo dados da ONU.
Um estudo da empresa de pesquisas ORC Consultores aponta que 18% dos venezuelanos deixariam o país dentro de seis meses se Maduro permanecer no poder, e 17% nos 18 meses seguintes.
Mas muitos deles também sonham em ficar, "migrar para a Venezuela do futuro", slogan que surgiu de um debate entre jovens em um podcast promovido pela cientista política Ana Milagros Parra, de 27 anos, e seu companheiro Ricardo del Búfalo.
Segundo Parra, o convite é migrar para a "Venezuela que eles vão construir".
O.Krause--BTB