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Política britânica assassinada foi vítima de 'ataque seletivo'
A unidade antiterrorista da polícia britânica informou nesta terça-feira (14) que o assassinato da política britânica conservadora Ann Widdecombe foi um "ataque seletivo", enquanto um homem permanece detido como suspeito de terrorismo.
Firme defensora do Brexit, Widdecombe, que tinha 78 anos, deixou o Partido Conservador em 2019 para se juntar à legenda anti-imigração Reform UK e foi eleita deputada no Parlamento Europeu, para depois se tornar sua porta-voz.
"Está claro que se tratou de um ataque seletivo", declarou Laurence Taylor, chefe da Unidade Antiterrorismo, em referência ao ataque à mulher em sua residência na semana passada.
Taylor acrescentou que a investigação continua em andamento e que, por isso, não podia fornecer muitos detalhes, mas que os inspetores seguem "múltiplas linhas de investigação".
Na segunda-feira, a ministra do Interior, Shabana Mahmood, anunciou que a polícia antiterrorista britânica havia assumido a investigação sobre o assassinato de Widdecombe.
A política foi encontrada morta na quinta-feira em sua casa em Haytor, no condado de Devon, sudoeste da Inglaterra. Ela apresentava "ferimentos graves", informou a polícia antiterrorista.
Um homem de 28 anos, descrito como um "cidadão britânico branco", permanece detido, sob suspeita de ter cometido, preparado ou incitado a cometer atos de terrorismo.
Ele havia sido detido como suspeito de assassinato durante o fim de semana em Yorkshire, no norte da Inglaterra, a cerca de 480 quilômetros da residência de Widdecombe, antes de ser preso novamente sob suspeita de terrorismo.
O chefe da Unidade Antiterrorismo afirmou que uma "linha de investigação" é determinar se o suspeito tinha como alvo outros políticos do partido anti-imigração liderado por Nigel Farage, figura emblemática do Brexit.
Widdecombe foi deputada do Partido Conservador entre 1987 e 2010 e ocupou o cargo de ministra das Prisões entre 1995 e 1997. Ela é a terceira figura política britânica assassinada nesta década em um suposto ataque seletivo.
A deputada trabalhista Jo Cox foi morta em 2016 por um simpatizante neonazista, enquanto o parlamentar conservador David Amess foi assassinado em 2021 em um ataque perpetrado por um seguidor do grupo Estado Islâmico.
B.Shevchenko--BTB