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Israel diz que Hezbollah cruzou 'todas as linhas vermelhas' após ataque no Golã
O ministro israelense das Relações Exteriores afirmou neste domingo (28) que o movimento islamista libanês Hezbollah "cruzou todas as linhas vermelhas" após o lançamento de um foguete no sábado a partir do Líbano contra as Colinas de Golã anexadas, um ataque que provocou 12 mortes.
"O massacre de sábado significa que o Hezbollah cruzou todas as linhas vermelhas. Não é um Exército que combate contra outro Exército, e sim uma organização terrorista que dispara deliberadamente contra civis", declarou Israel Katz em um comunicado.
O Hezbollah, um movimento islamista do Líbano apoiado pelo Irã, negou estar por trás do disparo fatal.
"O projétil que matou os nossos meninos e meninas era um foguete iraniano e o Hezbollah é a única organização terrorista que tem este foguete em seu arsenal", acrescenta o comunicado.
"Israel exercerá seu direito e seu dever de autodefesa e responderá ao massacre", destacou.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu que "Israel não deixará este ataque mortal sem resposta".
O chefe de Governo retornará antes do previsto dos Estados Unidos, onde fez uma visita de uma semana, e presidirá uma reunião de segurança durante a tarde.
O Irã reagiu às declarações israelitas e fez um alerta contra as "consequências imprevisíveis" de novas "aventuras" militares no Líbano.
"Qualquer ação (...) do regime sionista pode agravar a instabilidade, a insegurança e a guerra na região", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanani.
O Exército israelense acusou no sábado o Hezbollah de disparar um foguete que matou 12 jovens com idades entre 10 e 16 anos em Majdal Shams. Trinta pessoas ficaram feridas no ataque.
A localidade, uma cidade drusa de 11.000 habitantes, fica nas Colinas de Golã, uma região estratégica na fronteira entre três países (Síria, Líbano, Israel) que foi conquistada em grande parte por Israel durante a guerra israelense-árabe de 1967.
Israel anexou dois terços do território em 1981 e a comunidade internacional nunca reconheceu a anexação.
I.Meyer--BTB