-
Scaloni e Tuchel: a calma e a tormenta na busca por uma vaga na final da Copa do Mundo
-
EUA intensifica bombardeios contra Irã, mas recua sobre taxa para cruzar Ormuz
-
Trump falará sobre "eleições livres e justas" em discurso à nação na 5ª feira
-
Manchester United anuncia contratação do belga Youri Tielemans
-
Tiranossauro rex 'Gus' é vendido por valor recorde de US$ 50 milhões em leilão nos EUA
-
Advogados de mãos atadas: o desafio de trabalhar sob governos autoritários
-
Brighton contrata zagueiro croata Luka Vuskovic em transferência recorde para o clube
-
EUA intensifica bombardeios contra Irã após anunciar restabelecimento de bloqueio naval
-
Leandro Trossard deixa Arsenal e assina com o Besiktas
-
Como um 'farejador', socorrista recupera restos mortais do primo na Venezuela
-
Política britânica assassinada foi vítima de 'ataque seletivo'
-
Balogun sabia que anulação de suspensão 'causaria muita polêmica'
-
Ex-zagueiro da seleção croata Dario Simic é preso por suspeita de corrupção
-
União Europeia ante o desafio do envelhecimento de sua população
-
Juízas da Suprema Corte pedem ao Congresso americano mais verbas para segurança
-
Por que o Pix incomoda tanto Donald Trump?
-
Burnham garante apoio para se tornar o próximo primeiro-ministro britânico
-
Homicídios caíram pela metade em quase dois anos no México, diz presidente
-
Dua Lipa apoia protestos na Albânia contra projeto vinculado à família Trump
-
Inflação nos EUA desacelerou em junho antes da retomada do conflito no Oriente Médio
-
Goleiro suíço Yan Sommer assina com o Club Brugge
-
Espanha e França protagonizam primeiro duelo antes da final da Copa do Mundo
-
Trump anuncia que espelho d'água de Washington será esvaziado para reparos
-
Atriz Ellen Burstyn receberá prêmio pelo conjunto da obra no Festival de Veneza
-
Jihadistas nigerianos usam IA para fabricar bombas e adaptar motocicletas
-
RedNote, o aplicativo que revolucionou o turismo na China
-
EUA prossegue com bombardeios no Irã e pretende restabelecer bloqueio naval
-
Nova era em Gibraltar após fim dos controles fronteiriços com Espanha
-
França celebra festa nacional com homenagem à Ucrânia e aos europeus
-
Homem identificado como colombiano morre baleado pelo ICE nos EUA
-
Ucrânia acusa Rússia de executar centenas de prisioneiros de guerra desde 2022
-
Famílias recuperam corpos de parentes após incêndio em bar de Bangcoc que deixou 30 mortos
-
EUA lança novos ataques contra o Irã, embora Trump ainda considere 'possível' um acordo
-
Colombiano morre baleado por ICE nos EUA
-
EUA lança novos ataques contra Irã, embora Trump ainda considere 'possível' um acordo
-
Nove estrangeiros entre os 13 mortos no incêndio na Andaluzia
-
Aliados de Kiev reforçam ajuda à Ucrânia e aumentam pressão sobre Moscou
Chavismo mira em ONGs e ONU adverte contra 'clima de medo'
O Parlamento venezuelano, controlado pelo chavismo, discute nesta terça-feira (13) uma lei para regulamentar ONGs, parte de um polêmico pacote legislativo impulsionado em meio às denúncias feitas pela oposição de fraude eleitoral e sob a advertência da ONU para um "clima de medo".
O presidente de esquerda Nicolás Maduro foi proclamado vencedor com 52% dos votos para um terceiro mandato de seis anos, até 2031. A oposição, liderada por María Corina Machado, reivindica a vitória do seu candidato Edmundo González Urrutia nas eleições de 28 de julho, o que o presidente considerou um incitamento a um "golpe de Estado" e a uma "guerra civil".
A sua reeleição gerou protestos que deixaram 25 mortos, 192 feridos e mais de 2.200 detidos, em meio a apelos dos Estados Unidos, da Europa e de vários países latino-americanos para que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) apresentasse as informações detalhadas da eleição.
O presidente da Assembleia Nacional unicameral, Jorge Rodríguez, anunciou a Maduro que se dedicará no atual período de sessões à tarefa de "aprovar um pacote de leis" que o presidente solicitou" para poder cuidar e defender a nossa população do ódio".
O chavismo tem 256 dos 277 deputados na Assembleia Nacional. O pacote de leis inclui, além das ONGs, a regulamentação das redes sociais, uma lei para punir o "fascismo", termo com que o governo também costuma se referir aos seus críticos.
"Apelo às autoridades a não adotarem estas ou outras leis que prejudiquem o espaço cívico e democrático do país", solicitou o alto comissário para os direitos humanos, Volker Türk, em um comunicado no qual também manifestou preocupação com as prisões e acusações por "ódio" ou sob "legislação antiterrorista".
A sua porta-voz, Ravina Shamdasani, descreveu um "clima de medo" no país, em que "é impossível aplicar os princípios democráticos e proteger os direitos humanos".
"Em um clima de medo como este, quando discordamos da política governamental, não nos expressamos", disse em conferência de imprensa.
- ONGs: primeiro tema na agenda -
A segunda discussão da "Lei de fiscalização, regularização, atuação e financiamento das organizações não governamentais e afins" ocupa o primeiro ponto da agenda legislativa desta terça-feira.
As ONGs são alvos frequentes de ataques daqueles que estão no poder.
A primeira discussão remonta a 2023, embora o seu conteúdo tenha sido modificado depois que o seu promotor, o poderoso líder Diosdado Cabello, acusou 60 organizações de manobras de "desestabilização".
De acordo com o projeto, as organizações devem se registrar em um cartório local e declarar fontes de financiamento, geralmente estrangeiras.
O descumprimento também acarreta multas que podem chegar a 10 mil dólares (R$ 55 mil na cotação atual).
"São regulamentadas em quase todas as partes do mundo, mas não na Venezuela", protestou Rodríguez.
Na região existem regulamentações semelhantes em Cuba, Nicarágua, Guatemala e Bolívia.
- Redes e fascismo -
Maduro garante que as redes estão sendo usadas para atacar a sua reeleição: suspendeu a rede social X durante 10 dias após acusar o seu dono, Elon Musk, de incitar ao ódio e ao fascismo; também promove um boicote ao WhatsApp.
"É uma escalada no sistema de censura (...), o governo identifica as redes sociais como o mecanismo através do qual as pessoas conseguem se informar", explicou recentemente à AFP Giulio Cellini, diretor da consultoria política Log Consultancy.
Rodríguez propôs incorporar em uma polêmica norma que pune com até 20 anos de prisão os "crimes de ódio", amplamente usados contra opositores, "elementos relacionados com a propagação do ódio nas redes sociais".
Maduro pediu "mão de ferro e justiça severa" diante da "violência" e aos "crimes de ódio", que atribui a Machado e González Urrutia.
Ele já pediu prisão para os dois, que passaram à clandestinidade.
A "Lei contra o Fascismo, Neofascismo e Expressões Similares" foi aprovada na primeira discussão e pune a promoção de reuniões ou manifestações que façam "apologia ao fascismo".
Propõe também ilegalizar os partidos políticos e a adoção de multas de até 100 mil dólares (R$ 549 mil) para empresas, organizações e veículos de comunicação que financiem atividades ou divulguem informações que "incitem ao fascismo".
"Praticamente tudo é fascismo para o governo", afirmou Ali Daniels, advogado e diretor da ONG Acesso à Justiça, em entrevista à AFP em maio.
M.Odermatt--BTB