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Kamala revelará novo programa econômico antes de debate com Trump
Kamala Harris revelará nesta quarta-feira (4) seus projetos para ajudar as pequenas empresas americanas, anunciou sua campanha, enquanto a candidata democrata à Presidência alinhava sua política econômica antes de um debate crítico com seu adversário, o republicano Donald Trump.
Durante ato de campanha no estado de New Hampshire, a vice-presidente americana vai propor isenções fiscais e a redução da burocracia para as empresas de menor porte se for eleita em novembro.
Kamala tem surfado uma onda de entusiasmo desde que substituiu o presidente Joe Biden como candidata democrata, prometendo uma "economia de oportunidades", mas enfrenta críticas por não detalhar como o faria.
Um encarregado da campanha de Kamala disse que ela "proporia uma multiplicação por dez das isenções fiscais para abrir uma pequena empresa e estabeleceria uma meta de 25 milhões de novas solicitações de pequenas empresas em seu primeiro mandato".
O plano aumentaria a dedução fiscal que as pequenas empresas podem fazer por custos de implantação de US$ 5.000 para US$ 50.000 (de R$ 28.000 para R$ 281.000, na cotação atual).
Seu discurso em Portsmouth, New Hampshire, vai acontecer horas antes de o ex-presidente republicano participar de uma reunião municipal organizada pela emissora Fox News em Harrisburg, no crucial estado-pêndulo da Pensilvânia.
Trump acusa Kamala de copiar sua política de acabar com os impostos sobre as gorjetas dos trabalhadores do setor de serviços e promete reduções fiscais generalizadas. Já Kamala defende um aumento dos impostos às empresas e famílias mais ricas.
Trump e Kamala vão se enfrentar no primeiro debate presidencial em 10 de setembro, na Filadélfia, estado da Pensilvânia. Aparentemente, Kamala permanecerá no estado para se preparar para o confronto, após uma viagem de campanha a Pittsburgh, sua segunda àquela cidade nesta semana, após uma aparição com Biden ontem.
A democrata, 59 anos, supera Trump nas pesquisas desde que Biden desistiu de disputar a reeleição, há pouco mais de seis semanas.
C.Kovalenko--BTB