-
EUA lança novos ataques contra Irã, embora Trump ainda considere 'possível' um acordo
-
Nove estrangeiros entre os 13 mortos no incêndio na Andaluzia
-
Aliados de Kiev reforçam ajuda à Ucrânia e aumentam pressão sobre Moscou
-
Flávio Bolsonaro é proibido de visitar o pai até depois das eleições
-
Colombiano morre baleado nos EUA em incidente com participação do ICE
-
Trump anuncia 'mensagem à nação' nesta quinta-feira
-
EUA retoma ações judiciais sobre vínculo entre Tylenol e o autismo
-
Estados americanos entram com ação contra aquisição da Warner pela Paramount
-
Ao menos 68 pessoas morreram em terremotos no marco zero de Caracas
-
Aliados da Ucrânia se reúnem em Paris para intensificar pressão sobre Rússia
-
Detidos, deportados e devolvidos: o pesadelo dos 'sonhadores' nos EUA
-
Xabi Alonso pede 'fome de vitória' em sua primeira coletiva à frente do Chelsea
-
Novo técnico do Liverpool, Iraola se diz pronto para 'magia' de Anfield
-
'Até o fim': o trauma de um voluntário que procura familiares soterrados na Venezuela
-
Incêndio devasta floresta de Fontainebleau, perto de Paris
-
Bukele buscará terceiro mandato em El Salvador sem concorrentes à vista
-
Árbitro que aplicou 'Lei Vini Jr.' apitará semifinal da Copa entre Espanha e França
-
Trump anuncia retomada de bloqueio naval em plena escalada com Irã
-
Uruguai negocia com Diego Forlán para ser técnico interino após saída de Bielsa
-
Classe política do Quênia explora jovens pobres para causar distúrbios
-
Cinco estrangeiros e espanhol entre primeiros mortos identificados do incêndio na Andaluzia
-
Iêmen bombardeia aeroporto de Sanaa e huthis ameaçam com represálias
-
Croácia anuncia Slaven Bilic como novo treinador
-
Aliados da Ucrânia se reúnem em Paris para aumentar pressão sobre a Rússia
-
Copa do Mundo entra em sua última semana com aguardados confrontos das semis
-
Christopher Nolan adapta em grande estilo a epopeia de Ulisses em 'A Odisseia'
-
Oriente Médio registra os ataques mais intensos desde o cessar-fogo Irã-EUA
-
UE quer estabelecer acesso 'progressivo e gradual' de menores às redes sociais
-
O calor, um inimigo perigoso para pessoas com dificuldade de suar
-
Incêndio devasta a floresta de Fontainebleau
-
EUA ataca Irã, que responde com ações contra países do Golfo
-
Sam Neill, ator de 'Jurassic Park', morre aos 78 anos
-
Espanha x França: uma rivalidade de longa data, agora mais equilibrada
Hamas reporta 19 mortos em bombardeio a zona humanitária
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, afirmou que 19 pessoas morreram nesta terça-feira (10) em um bombardeio contra uma área designada como humanitária pelo Exército israelense, que alegou ter atacado um "centro de comando" do movimento islamista palestino.
O ataque ocorreu no campo de deslocados de Al Mawasi, em Khan Yunis, maior cidade do sul da Faixa de Gaza. A área litorânea havia sido designada como zona segura por Israel no começo do conflito com o Hamas, há mais de 11 meses.
A agência de Defesa Civil do território palestino havia divulgado um balanço inicial de 40 mortos, mas o Ministério da Saúde detalhou posteriormente que "19 mártires" haviam sido levados para hospitais e que mais de 60 pessoas haviam ficado feridas, "algumas em estado grave".
O Exército israelense havia questionado o primeiro número de mortos. O ataque, afirmou, matou vários líderes militares do Hamas, incluindo três que considera "diretamente envolvidos na execução da massacre de 7 de outubro".
A guerra entre Israel e Hamas começou nessa data, quando militantes islamistas mataram 1.205 pessoas no sul de Israel, em sua maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais israelenses.
Também sequestraram 251 pessoas, das quais 97 continuam retidas em Gaza, incluindo 33 que os militares israelenses consideram estarem mortas.
Em resposta, Israel prometeu "aniquilar" o Hamas e lançou uma ofensiva que já deixou 41.020 mortos em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do território, que tinha 2,4 milhões de habitantes antes do conflito. A ONU indica que a maioria das vítimas é de mulheres e crianças.
- Famílias desaparecidas -
"Famílias inteiras desapareceram sob a areia no massacre de Al Mawasi, em Khan Yunis", lamentou o porta-voz da Defesa Civil, acrescentando que o bombardeio deixou "três crateras profundas" no campo.
"Disseram-nos para irmos a Al Mawasi, então (...) nos instalamos aqui. A área foi bombardeada sem aviso prévio", contou à AFPTV um palestino deslocado, que preferiu não revelar seu nome. "Só há tendas de campanha ao nosso redor, abrigos, não há nada aqui. Vimos os mísseis caindo sobre nós", disse.
O Exército israelense indicou em um comunicado que suas forças aéreas "atacaram terroristas do Hamas que operavam um centro de comando e controle localizado dentro da zona humanitária de Khan Yunis".
O Hamas, considerado um movimento "terrorista" pelos Estados Unidos, Israel e União Europeia, qualificou como "mentira descarada" a alegação de que seus combatentes estivessem presentes em Al Mawasi.
Israel tem acusado repetidamente o Hamas de usar civis como escudos humanos, mas o grupo islamista nega.
O fato de o Exército israelense ter designado Al Mawasi como zona humanitária não impediu que realizasse operações na área.
Em julho, Israel reivindicou ter matado o líder militar do Hamas, Mohamed Deif, em um bombardeio que, segundo as autoridades de Gaza, deixou mais de 90 mortos.
- 'Guerra de guerrilhas' -
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque de hoje e disse que é "inadmissível" recorrer a "armas pesadas em áreas densamente povoadas".
Estados Unidos, Catar e Egito estão há meses mediando entre as partes para obter um acordo de trégua em Gaza e a troca de prisioneiros palestinos por reféns israelenses, mas o diálogo está estagnado.
O Hamas exige a retirada completa das tropas israelenses de Gaza, mas Israel insiste em mantê-las em um corredor na fronteira entre esse território palestino e o Egito.
O Hamas "já não existe como uma formação militar" e agora só realiza "uma guerra de guerrilhas" em Gaza, disse em uma entrevista divulgada nesta terça.
O Exército de Israel exibiu hoje imagens do túnel estreito em que afirma ter encontrado no mês passado o corpo de seis reféns “assassinados pelo Hamas” no sul de Gaza.
A ONU denunciou hoje que um de seus comboios que transportavam equipes da campanha de vacinação contra a poliomielite na Faixa de Gaza ficou retido por horas ontem em um posto de controle do Exército de Israel, em um episódio no qual houve disparos.
M.Odermatt--BTB