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Trump assina decreto para retirar EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU
Concretamente, o decreto retira os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos da ONU, órgão do qual não é membro, mas observador, e prolonga a suspensão de todo financiamento americano para a agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA).
Os Estados Unidos, juntamente com vários outros países, suspenderam a contribuição financeira à UNRWA após Israel fazer acusações em janeiro de 2024 de que alguns funcionários da organização participaram dos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
A decisão foi tomada "em vista das numerosas medidas adotadas por vários órgãos da ONU que demonstram um profundo viés antiamericano", declarou Will Scharf, assessor de Trump, ao apresentar o documento ao presidente dos EUA para sua assinatura.
O decreto também pretende "revisar o envolvimento americano na Unesco", a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, "que também demonstrou um viés antiamericano", acrescentou Scharf.
"De maneira mais geral, a ordem executiva pede uma revisão da participação e financiamento americano na ONU à luz das disparidades absurdas nos níveis de financiamento entre os diferentes países", disse o assessor, lembrando que Trump havia considerado essas diferenças "profundamente injustas para os Estados Unidos".
Logo após retornar à Casa Branca, em 20 de janeiro, o republicano assinou uma ordem executiva destinada a retirar os Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo que no passado havia criticado duramente por sua gestão da pandemia de covid-19.
H.Seidel--BTB