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Grupo armado M23 e tropas ruandesas fazem nova ofensiva no leste da RDC
O grupo armado M23 e o exército de Ruanda lançaram uma nova ofensiva, nesta quarta-feira (5), no leste da República Democrática do Congo, dias antes de uma cúpula entre os presidentes ruandês e congolês.
Rompendo um cessar-fogo que haviam declarado unilateralmente e que devia ter entrado em vigor na véspera, o Movimento 23 de Março (M23), apoiado por tropas ruandesas, tomou a cidade mineira de Nyabibwe, na província de Kivu do Sul, informaram fontes de segurança e humanitárias à AFP.
Segundo várias fontes, ao amanhecer desta quarta-feira foram registrados intensos combates entre membros do M23 e forças ruandesas, de um lado, e o exército congolês de outro.
O leste da República Democrática do Congo (RDC) é uma região rica em recursos naturais, como ouro, tantálio e estanho, utilizados em baterias e aparelhos eletrônicos.
O governo de Kinshasa acusa o país vizinho de saquear estes recursos, mas Ruanda nega e afirma que para garantir sua segurança quer erradicar da região os grupos armados, em particular os que foram criados por ex-funcionários hutus do genocídio tútsi em 1994, em Ruanda.
Na semana passada, o M23 e as forças ruandesas tomaram a cidade de Goma, com mais de um milhão de habitantes, capital da província do Kivu do Norte.
Ao menos 2.900 pessoas morreram nos combates que resultaram na ocupação desta cidade, informou a ONU nesta quarta-feira.
O gabinete do procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) afirmou que está "acompanhando de perto" a situação no leste da RD Congo, "incluindo a grave escalada de violência das últimas semanas".
O conflito no leste da República Democrática do Congo se arrasta há quase três anos. O presidente congolês, Félix Tshisekedi, e o de Ruanda, Paul Kagame, deveriam participar, no sábado, na Tanzânia, de uma cúpula conjunta extraordinária da Comunidade de Estados da África Oriental (CAO) e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para tentar chegar a um acordo.
P.Anderson--BTB