-
Pequenas comunidades impactadas pelo terremoto no Panamá ainda estão isoladas
-
Manchester United chega a Madri com vontade de reverter sua má situação, garante Carrick
-
Coreia do Norte dispara múltiplos mísseis balísticos contra o Mar do Japão
-
Morre o ator RJ Mitte, conhecido pela série "Breaking Bad"
-
Cataratas do Iguaçu são fechadas por alertas de cheias na Argentina
-
Cuba reforma seu setor petroleiro e autoriza concessões
-
Agentes federais fazem buscas na casa da congressista Ilhan Omar, crítica de Trump
-
Coventry goleia Newcastle (4-1) e sai da zona de rebaixamento do Inglês
-
Atriz Selma Blair é presa após confusão em voo nos EUA
-
Flamengo enfrenta Estudiantes, que quer evitar uma nova final brasileira na Libertadores
-
Ciberataque estraga grande quantidade de produtos em supermercados na França
-
Champions retorna com duelo entre City e PSG, dois representantes de um modelo sob suspeita
-
AFP recebe prêmio italiano de direitos humanos
-
Houthis do Iêmen ameaçam com resposta "dolorosa" se EUA intervir na guerra
-
Nova York falha em concretizar fechamento da polêmica prisão de Rikers
-
Agência da ONU para Refugiados alerta para cortes de financiamento
-
Furacão Simón deixa um morto e provoca inundações no México
-
Flick alerta para a pressão no estádio do Galatasaray
-
Ministro saudita da Energia pede resposta firme aos ataques houthis
-
Flávio Bolsonaro visitará o pai na terça-feira, após autorização judicial
-
Alcaraz é eliminado em Xangai; Zverev garante terminar ano como número 1 do mundo
-
Otan alerta Rússia de que qualquer ataque será 'totalmente em vão'
-
Supremo Tribunal espanhol mantém suspensão do direito de voto para naturalizados pela 'Lei dos Netos'
-
Agentes federais fazem buscas na casa de Ilhan Omar, crítica de Trump
-
Ator Russell Brand comparece ao início de seu julgamento por estupro no Reino Unido
-
Osasuna demite técnico Luis Ramis e traz de volta Jagoba Arrasate
-
Incêndio destrói o mercado coberto mais antigo de Paris
-
Dezenas de milhares protestam na Índia contra a Comissão Eleitoral
-
Rússia não confirma adesão à trégua energética
-
Furacão Simón deixa um morto e danos materiais no Pacífico mexicano
-
Nossa Senhora Aparecida ressurge na campanha eleitoral às vésperas do 2º turno
-
O que se sabe sobre a cirurgia do papa Leão XIV
-
Irã prende advogado que contribuiu para casamento entre detenta e condenado à morte
-
Moraes autoriza visita de Flávio Bolsonaro ao pai em prisão domiciliar
-
Ciberataque afeta sistemas de refrigeração de supermercados na França
-
Autoridades econômicas discutem inflação e dívida em fórum do FMI e do Banco Mundial
-
Um dos dois quadros de Renoir encontrados após roubo na França apresenta um rasgo
-
Premiê britânico acusa Rússia de interferência durante referendo do Brexit em 2016
-
Adolescente é detido na França por disparar espingarda em sua escola
-
Ministro da Energia saudita pede resposta firme aos ataques houthis
-
China sanciona ministros de Paraguai e Belize por relações com Taiwan
-
Rússia fará cessar-fogo apenas no dia das eleições na Ucrânia, diz Kremlin
-
Americanos Michael Woodford e Robert Hall ganham o Nobel de Economia
-
UE limitará a 350.000 por ano as importações de veículos híbridos chineses
-
Incêndio destrói o mercado de comida de rua mais antigo de Paris
-
Brasileira é presa na Indonésia por transportar cocaína no xampu
Direitista Laura Fernández assume, com seu antecessor, governo de linha dura na Costa Rica
A direitista Laura Fernández assume, nesta sexta-feira (8), a presidência da Costa Rica com um projeto de linha dura e concentração de poderes tutelado por seu antecessor, algo inédito em um país considerado por muito tempo um dos mais democráticos das Américas.
A cientista política, de 39 anos, governará à sombra de seu mentor, o presidente em final de mandato Rodrigo Chaves, a quem nomeou superministro encarregado de controlar a agenda política e econômica do chamado "governo da continuidade".
Diante de uma multidão no Estádio Nacional de San José, feriado decretado pelo governo, Fernández prestará juramento para um mandato de quatro anos após vencer confortavelmente as eleições de 1º de fevereiro, graças à popularidade de Chaves.
Ex-ministra da Presidência de Chaves, ela assume as rédeas do pequeno país centro-americano de 5,2 milhões de habitantes, famoso por sua estabilidade política e por sua riqueza natural, um ímã para turistas, mas hoje com um recorde de assassinatos ligados ao narcotráfico.
"Quero andar na rua e não temer um tiroteio. O país se afundou na violência. Também espero que o custo de vida diminua", disse à AFP Nancy Gutiérrez, dona de casa de 50 anos.
Fã do presidente Nayib Bukele, ela promete concluir uma penitenciária inspirada na megaprisão para membros de gangues de El Salvador, endurecer penas e impor estados de exceção em zonas conflituosas.
Aliada, como Chaves, de Donald Trump, Fernández consolida a direita na América Latina, após recentes vitórias no Chile, na Bolívia e em Honduras.
- "Tentações autoritárias" -
Governará com um Congresso em que seu partido tem 31 dos 57 deputados, uma maioria conveniente para buscar aliados em seu afã de reformar o Estado, sobretudo o Poder Judiciário, ao qual atribui a insegurança e a proteção de elites tradicionais.
"Vamos apertar", disse a segunda mulher a governar a Costa Rica ao anunciar seu gabinete, quase todo herdado de Chaves. "A mudança será profunda e irreversível", promete.
Opositores e analistas consideram que seu projeto aponta para uma hegemonia semelhante à de Bukele, que acumulou poder absoluto e instaurou a reeleição indefinida com base no sucesso de sua guerra contra as gangues, criticada por grupos de direitos humanos.
"Estamos vendo uma diarquia (governo compartilhado)", opina o cientista político argentino Daniel Zovatto, que classificou como "muito perigosa" a "concentração de poder" em um presidente em fim de mandato "com tentações autoritárias".
Constantino Urcuyo, doutor em sociologia política pela Sorbonne, disse à AFP que o "modelo Bukele não cabe na Costa Rica". "Vivemos traços de autoritarismo e o vento soprou para a direita, mas ainda há instituições fortes para resistir", avaliou.
Chaves, economista de 64 anos, popular por seu estilo sarcástico e confrontativo, deve esperar dois mandatos para voltar a se candidatar à reeleição, mas deputados governistas não descartam mudar essa norma.
Ao ser nomeado ministro da Presidência e da Fazenda, manterá imunidade diante de investigações que o apontam por corrupção e por fazer campanha a favor de Fernández, o que era proibido por lei.
Zovatto e seus opositores acreditam que ela governará com submissão a Chaves, uma afirmação questionada por Urcuyo, que foi seu professor de ciências políticas na Universidade da Costa Rica.
F.Müller--BTB