-
Galitos, Barreirense e Basket Santo André vencem na jornada da Proliga
-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Índia busca triplicar estoques de carvão para evitar apagões no verão
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
China e França lançam satélite para entender melhor o universo
Um satélite, construído pela França e pela China, foi lançado neste sábado (21) com o objetivo de detectar explosões colossais no universo, um exemplo de cooperação entre o país asiático e uma potência ocidental.
Desenvolvida por engenheiros dos dois países, a missão, conhecida como "Svom" ('Space Variable Objects Monitor', Monitor de Objetos Variáveis Espaciais), pretende pesquisar as explosões de raios gama, autênticos fósseis luminosos que poderiam conter mais informações sobre a história do universo.
O satélite de 930 quilos, que inclui quatro instrumentos (dois chineses e dois franceses), foi lançado às 15h00 deste sábado (4H00 de Brasília) a bordo de um foguete chinês Longa Marcha 2-C da base espacial de Xichang, na província de Sichuan, sudoeste do país.
As explosões de raios gama geralmente acontecem após a explosão de estrelas massivas (que têm mais de 20 vezes a massa do Sol) ou da fusão de estrelas compactas.
Estes clarões, resultado das explosões mais potentes do universo, geram uma luminosidade colossal que pode emitir uma energia equivalente a mais de um trilhão de sóis.
Observar estes fenômenos cósmicos "é um pouco como voltar no tempo, já que sua luz demora muito tempo para chegar à Terra, bilhões de anos no caso das mais afastadas", explicou Frédéric Daigne, do Instituto de Astrofísica de Paris e um dos principais especialistas em explosões de raios gama.
Ao viajar pelo espaço, esta luz também atravessa diferentes gases e galáxias, transportando rastros que incluem informações excepcionais sobre a história e a evolução do universo.
"São explosões cósmicas muito extremas que nos permitem compreender de melhor maneira a morte de algumas estrelas", acrescentou Daigne.
- Corrida contra o tempo -
A explosão de raios gama mais distante identificada até hoje aconteceu apenas 630 milhões de anos após o Big Bang, ou seja, 5% da idade atual do Universo.
As informações também podem ajudar a compreender a composição do espaço, a dinâmica dos gases e as outras galáxias.
O satélite, colocado na órbita terrestre a 625 km de altitude, enviará as informações aos observatórios na Terra. A extrema brevidade das explosões de raios gama obrigará os cientistas a reagir muito rapidamente para coletar as informações.
Quando o Svom identificar uma, enviará um alerta e, em menos de cinco minutos, os cientistas ativarão uma rede de telescópios que serão alinhados precisamente no eixo da origem da explosão para obter mais dados.
O projeto é resultado de uma colaboração entre as agências espaciais da França (CNES) e da China (CNSA), que também conta com a participação de outras organizações científicas e técnicas dos dois países.
Cooperações como esta entre a China e o Ocidente não são muito frequentes neste nível, em particular desde que o governo dos Estados Unidos proibiu, em 2011, a Nasa de qualquer cooperação com Pequim no setor espacial.
China e França já lançaram em parceria, em 2018, um satélite oceanográfico utilizado para a meteorologia marinha. E vários países europeus também participam no programa chinês de exploração lunar Chang'e.
Y.Bouchard--BTB