-
Sobrevivente de terremoto em 1967 na Venezuela agora ajuda vítimas do duplo tremor
-
Sucessor de Starmer, Burnham quer 'devolver esperança' aos britânicos
-
Acusações falsas sobre fraude eleitoral e Venezuela reaparecem em discurso de Trump
-
Os principais atores da IA na China
-
Argentina e Espanha ajustam os últimos detalhes para a final da Copa sob ameaça da fumaça
-
Novos bombardeios dos Estados Unidos e represálias do Irã
-
Andy Burnham, entre a política e a paixão pelo futebol
-
Japão reforma lei, mas mantém fechada a porta para uma imperatriz
-
XI adverte que IA não deve ser dominada por um único país e pede cooperação
-
Trump acusa China de 'maior comprometimento de dados eleitorais da História'
-
Forte tempestade deixa três mortos no Chile
-
Xi vai apresentar em conferência visão da China sobre IA
-
Trump promete defender 'integridade' eleitoral em discurso à nação
-
Guerra entre Irã e EUA se agrava com ataques a infraestruturas
-
MLS é retomada ainda sem Messi e com estreia de Lewandowski adiada
-
Preocupações com crescimento derrubam ação da Netflix
-
Antetokounmpo chega a Miami com Messi como fonte de inspiração
-
EUA restringe permanência de jornaslitas e estudantes estrangeiros
-
Destroços de helicóptero que caiu em NY tinham sinais de impacto com aves
-
Fumaça perigosa de incêndios florestais no Canadá afeta os EUA
-
LeBron James mantém NBA em suspense sobre seu futuro time
-
À espera de Messi, Major League Soccer retorna com novas atrações
-
Seleção francesa aguarda Zidane, favorito para substituir Deschamps como técnico
-
Nicarágua rompe relações com Itália por caso de fugitivo das Brigadas Vermelhas
-
Mauro Vieira critica declaração 'grosseira e arrogante' de Rubio sobre Lula
-
Norris é punido após trocar bateria e largará dez posições atrás no GP da Bélgica
-
Milei considera 'válido e lícito' o uso da faixa sobre Malvinas
-
Destituição de ministro da Defesa divide comando militar da Ucrânia
-
EUA restringe permanência de jornalistas e estudantes estrangeiros
-
Imprensa inglesa critica Tuchel após eliminação na Copa do Mundo
-
AIEA considera 'inaceitável' morte de engenheiro de usina nuclear da Ucrânia
-
Trump prepara batalha das legislativas com discurso à nação
-
UE impõe ao Google novas medidas para abrir o Android à concorrência
-
Reino Unido pede à Fifa investigação sobre faixa evocando as Malvinas na semifinal da Copa
-
Presidente eleito da Colômbia prevê abrir uma embaixada em Jerusalém
-
Por trás das ruínas, o paraíso dos surfistas que sobreviveu aos terremotos na Venezuela
-
EUA anuncia nova tarifa de 25% sobre produtos do Brasil, que promete acionar lei de reciprocidade
Show de Milei: presidente argentino canta no lançamento de seu livro em Buenos Aires
Com a voz rouca e jaqueta de couro preta, o presidente argentino Javier Milei se vestiu como um astro do rock na noite de quarta-feira e cantou no lançamento de seu livro no ginásio Luna Park em Buenos Aires.
"Caros, quis fazer isto esto porque queria cantar", disse antes de apresentar sua versão de "Panic show" do trio de rock argentino La Renga.
Em seguida, o presidente economista deu uma longa aula de Economia com base em seu 13º livro "Capitalismo, socialismo y la trampa neoclásica" (Capitalismo, socialismo e a armadilha neoclássica).
Em seu discurso, criticou o socialismo, defendeu os monopólios, negou a existência de falhas de mercado e disse que o aborto corresponde a um "mecanismo para massacrar de populações".
No decorrer do evento, boa parte dos quase 10 mil espectadores foram saindo, até que metade do espaço ficou vazio.
"Estou aqui para apoiar Javier em tudo o que ele faz. Gosto das ideias dele, gosto do que ele faz, ele é sincero, é transparente, diz o que pensa", disse Santiago Roldán, de 20 anos, funcionário de um supermercado.
- Ritual libertário -
O evento teve uma identidade semelhante aos que Milei realiza desde seu início na política em 2021: ele os chama de "shows" e costuma abrir cantando, evocando sua juventude, quando liderava uma banda cover de The Rolling Stones.
O analista político Carlos Fara disse à AFP que Milei costuma "fazer show" e ressaltou que "sempre alimentará a polarização".
"Há uma lógica de campanha permanente. A comunicação no governo é a mesma comunicação na campanha", estimou.
No dia do lançamento do livro, o dólar paralelo atingiu um novo recorde nominal de 1.280 pesos em um economia colapsada, com metade da população na pobreza e preços 290% mais altos do que no ano passado.
Em um contexto de tensão diplomática com a Espanha, que retirou sua embaixadora em Buenos Aires, participantes gritaram contra o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, embora Milei tenha se concentrado apenas em suas lições de teoria macroeconômica.
- "Ato privado" -
O lançamento do livro, originalmente marcado para 12 de maio na Feira do Livro de Buenos Aires, foi adiado após divergências entre o governo e a organização do tradicional evento.
No início da fala, Milei agradeceu "à feira do livro que, com sua tentativa de boicote, nos deu essa festa".
Seu porta-voz, Manuel Adorni, afirmou horas antes que seria "um ato privado financiado por fundos e patrimônio pessoais do presidente".
No encerramento do show, após uma conversa entre o presidente, seu porta-voz e o deputado José Luis Espert, Milei se despediu chamando a uma "batalha cultural" porque "senão os esquerdistas vão conquistar espaço".
Milei se despedia ao som de "Se viene el estallido" (A explosão está chegando), símbolo do rock de protesto dos anos 1990 que Milei usou na campanha e diz: "Se viene el estallido, de mi guitarra, de tu gobierno también" (A explosão vem, da minha guitarra, do seu governo também).
Para Fara, manter a lógica da campanha na presidência pode ser um "erro conceitual".
"Quando está tudo bem, essas coisas parecem engraçadas para as pessoas. O problema é que quando os resultados não são verificados na realidade, chega um hora em que todas as balas acertam de uma só vez".
J.Bergmann--BTB