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Reino Unido pede à Fifa investigação sobre faixa evocando as Malvinas na semifinal da Copa
O secretário de Negócios e Comércio do Reino Unido, Peter Kyle, afirmou nesta quinta-feira (16) que a Fifa deve investigar o comportamento dos jogadores argentinos, que exibiram uma faixa com a frase "As Malvinas são argentinas", após derrotarem a Inglaterra nas semifinais da Copa do Mundo.
Kyle instou a máxima entidade do futebol mundial a realizar uma investigação "exaustiva" sobre o incidente com a faixa ocorrido após a partida de quarta-feira em Atlanta, que terminou com a vitória da Argentina por 2 a 1.
"A política deve ficar separada do futebol. Na verdade, um dos princípios fundamentais da Copa do Mundo é que a política fique separada do futebol", declarou o secretário britânico à emissora de televisão BBC.
"Agora, essa é uma questão que cabe à Fifa. Esperamos que ela conduza uma investigação sobre o assunto", acrescentou.
O posicionamento foi respaldado por um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
"A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as ilhas definitivamente são (...) Nossa posição não mudou. A autodeterminação cabe aos habitantes das ilhas. Nosso compromisso nunca vacilará", declarou um porta-voz de Downing Street.
A faixa, em referência à disputa territorial que gerou um conflito armado em 1982, foi exibida por vários jogadores após o apito final e colocada sobre o gramado do estádio de Atlanta por Giovani Lo Celso.
O porta-voz do primeiro-ministro britânico afirmou que qualquer possível medida sobre o ocorrido é "um assunto que cabe à Fifa".
Localizado no Atlântico Sul, o arquipélago das Malvinas, a 600 quilômetros da costa argentina, foi cenário de uma guerra entre Reino Unido e Argentina em 1982, na qual morreram 649 argentinos e 255 britânicos em 74 dias de conflito.
Desde sua derrota, a Argentina continua reivindicando a soberania sobre as ilhas.
H.Seidel--BTB