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Deputados franceses se vestem com as cores da bandeira palestina
Deputados de esquerda vestiram-se nesta terça-feira (4) de preto, vermelho, branco e verde para representar a bandeira palestina na Assembleia Nacional (câmara baixa) da França, cujo governo se recusa por enquanto a reconhecer a Palestina como Estado.
A câmara é "o lugar do debate democrático e os parlamentares se expressam exclusivamente de forma oral", reagiu a presidente da Assembleia, Yaël Braun-Pivet, à ação dos deputados ambientalistas, comunistas e de esquerda radical.
Sua ação tensionou o clima com os deputados do partido do presidente francês, Emmanuel Macron, e a oposição de direita, e atingiu o auge quando a deputada do partido França Insubmissa (LFI, esquerda radical) Rachel Kéké mostrou uma bandeira palestina.
Na semana passada, uma ação semelhante do político Sébastien Delogu, também da LFI, resultou na sua suspensão por 15 dias. No caso de Kéké, Braun-Pivet impôs uma pena menor, mas alertou que a mesa da Assembleia poderia aumentá-la posteriormente.
Em plena campanha eleitoral europeia, a oposição de esquerda na França busca chamar a atenção para a situação em Gaza e destacar os padrões ambíguos, na sua opinião, da França e de Braun-Pivet em relação à guerra.
Após o bombardeio israelense em Rafah, "era importante reafirmar o nosso apoio ao povo palestino. Outra voz é possível na França e também pode ser expressa através de símbolos como este", disse a deputada ambientalista Sabrina Sebaihi.
O ataque mortal de 7 de outubro perpetrado pelo Hamas em solo israelense e a resposta sangrenta de Israel na Faixa de Gaza desde então provocaram tensões na França, que tem a maior comunidade judaica da Europa e milhões de muçulmanos.
Embora o presidente francês, Emmanuel Macron, apoie a solução de dois Estados, ele se recusa neste momento a reconhecer a Palestina como tal, como fizeram Espanha, Irlanda e Noruega na semana passada.
A França acredita que este reconhecimento "deve chegar no momento certo para que haja um antes e um depois", reiterou nesta terça-feira o ministro da Europa, Jean-Noël Barrot.
C.Kovalenko--BTB