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Starmer é condecorado por Zelensky em sua última visita à Ucrânia como primeiro-ministro
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, concedeu nesta quinta-feira (16), em Kiev, a Ordem da Liberdade ao primeiro-ministro britânico de saída, Keir Starmer, e elogiou seu apoio à Ucrânia durante sua última visita diplomática ao país.
"A Grã-Bretanha sempre esteve ao lado da Ucrânia e continua ao nosso lado, e damos uma importância imensa a isso", declarou Zelensky durante uma entrevista coletiva conjunta em Kiev com o primeiro-ministro britânico.
Starmer recebeu a condecoração por seu "apoio à soberania estatal e à integridade territorial da Ucrânia", segundo um decreto lido durante a coletiva.
A visita ocorreu poucas horas depois de um ataque com mísseis russos contra a capital ucraniana, que deixou dois mortos.
Starmer reafirmou a Kiev o apoio do Reino Unido na guerra contra a Rússia antes de deixar Downing Street e transferir o cargo, na segunda-feira, para Andy Burnham.
"Nosso apoio inabalável à Ucrânia sempre permanecerá", afirmou o trabalhista em declarações divulgadas por seu gabinete.
Na sexta-feira, Burnham assumirá a liderança do Partido Trabalhista, atualmente no poder, antes de tomar posse como primeiro-ministro na segunda-feira, após se reunir com o rei Charles III.
Ele será o quinto líder do Reino Unido desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Starmer anunciou sua renúncia em 22 de junho, após perder a confiança dos parlamentares trabalhistas devido a diversas mudanças de rumo na política interna que afetaram sua popularidade.
Apesar disso, ele goza de grande prestígio entre muitos líderes estrangeiros, especialmente por sua atuação em relação à Ucrânia e por seu compromisso com a Otan.
Ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, Starmer ajudou a liderar os esforços para criar uma força de manutenção da paz destinada a dissuadir a Rússia caso seja alcançado um acordo de paz.
Na segunda-feira, o Reino Unido aderiu ao empréstimo de apoio da União Europeia de 90 bilhões de euros (R$ 522 bilhões), equivalente a 103 bilhões de dólares (R$ 523 bilhões), destinado à Ucrânia.
R.Adler--BTB