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Venezuela e Bolívia disputam vaga na repescagem das Eliminatórias
Com seis seleções sul-americanas já classificadas para a Copa do Mundo de 2026, Venezuela e Bolívia se agarram a uma tábua de salvação rumo à repescagem intercontinental, na última rodada da competição, que será disputada na terça-feira: a 'Vinotinto' recebe a Colômbia enquanto 'La Verde' joga em casa contra o Brasil, no momento em que as Eliminatórias começam a se acostumar à vida sem Lionel Messi.
A tensão da 18ª e última rodada será em Maturín, onde a Venezuela, sétima colocada com 18 pontos, recebe os vizinhos colombianos, e nos temíveis 4.150 metros de El Alto, onde a Bolívia, oitava com 17 pontos, aguarda a seleção comandada por Carlo Ancelotti.
Para garantir uma vaga na repescagem intercontinental, a 'Vinotinto', que nunca disputou uma Copa do Mundo, precisa vencer a Colômbia. Um empate exige que a Bolívia não vença o Brasil, enquanto uma derrota pode significar a eliminação, a menos que a Bolívia tropece.
Os bolivianos, que buscam sua primeira participação em um Mundial desde a Copa dos Estados Unidos de 1994, precisam vencer a Seleção e torcer para que a Venezuela não pontue contra a Colômbia. Só assim eles poderão superar a 'Vinotinto' e chegar aos playoffs.
"Confiem neste grupo", disse Fernando Batista, técnico da Venezuela, após a dolorosa derrota por 3 a 0 para a Argentina na quinta-feira. Ele havia avisado, referindo-se ao último jogo oficial de Messi diante de sua torcida, que estava vindo "para estragar" a despedida. No entanto, sua 'ameaça' se dissipou no estádio Monumental.
- De Messi a Mastantuono: nova era argentina -
Uruguai (terceiro com 27 pontos), Colômbia (quinto, 25) e Paraguai (sexto, 25) garantiram a classificação para a Copa do Mundo da América do Norte na última quinta-feira, juntando-se à campeã mundial Argentina, líder com 38, Brasil (28) e Equador (26), que já haviam assegurado suas vagas em rodadas anteriores.
Sem o peso da luta pela classificação, outro foco de interesse nesta última rodada será Guayaquil, onde a Argentina visitará o Equador.
Messi não jogará após sua emocionante despedida contra a Venezuela, e o técnico Lionel Scaloni usará a última rodada para testar jovens jogadores e variações táticas, convencido de que a Argentina precisa se acostumar a entrar em campo com mais frequência sem seu icônico capitão, visando defender o título em 2026.
No início de uma nova era, a Argentina acompanha de perto Franco Mastantuono, a joia de 18 anos do Real Madrid, e Thiago Almada (Atlético de Madrid), de 24 anos, campeão no Catar 2022, destinados a brilharem no futuro quando a chama de Messi se apagar.
"Ele vai fazer história (...), quem vai nos fazer vencer é este", avisou o ex-técnico da 'Albiceleste', José Pekerman, sobre Mastantuono, o mesmo homem que moldou Messi em seu início de carreira e o levou à Copa do Mundo de 2006, depois de ter guiado joias argentinas como Riquelme, Aimar e muitos outros.
- Uruguai e Paraguai em festa -
Em Lima, o Peru, penúltimo colocado com 12 pontos, recebe um Paraguai eufórico que retorna à Copa do Mundo após 16 anos de ausência, enquanto o lanterna Chile (10) enfrenta em Santiago o Uruguai, que comemora sua quinta classificação consecutiva para um Mundial.
Para o argentino Marcelo Bielsa, no comando da 'Celeste' desde maio de 2023, a Copa do Mundo da América do Norte será sua terceira experiência após sua frustrante passagem pelo comando da Argentina no Mundial da Coreia do Sul e do Japão em 2002, quando a 'Albiceleste' chegou como favorita mas foi eliminada ainda na fase de grupos, e sua memorável campanha como treinador do Chile na Copa da África do Sul em 2010, em que chegou às oitavas de final.
Seu compatriota Gustavo Alfaro, que levou o Equador ao Mundial do Catar em 2022, assumiu o comando da 'Albirroja' em agosto de 2024 e rapidamente transcendeu o papel de técnico: se tornou líder, motivador e símbolo, acolhido como um verdadeiro herói nacional no Paraguai.
T.Bondarenko--BTB