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Lula diz a Putin que defende inclusão da Rússia em reuniões de paz na Ucrânia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou, nesta segunda-feira (10), que é a favor da participação da Rússia nas negociações de paz na Ucrânia, durante uma conversa telefônica com seu homólogo russo, Vladimir Putin.
O Brasil estará ausente da cúpula sobre a Ucrânia, que será realizada entre sábado e domingo em Burgenstock (Suíça), por iniciativa de Kiev e sem Moscou.
"Sobre a Ucrânia, o presidente Lula reiterou a defesa de negociações de paz que envolvam os dois lados do conflito", indicou o Palácio do Planalto em nota na qual afirmou que o presidente brasileiro recebeu "uma ligação" de Putin pela manhã.
Lula lembrou que essa posição estava "em linha com o documento assinado" por seu assessor especial, Celso Amorim, com autoridades chinesas em Pequim no dia 23 de maio.
Neste comunicado conjunto, China e Brasil afirmam "apoiar uma conferência internacional de paz, a ser realizada em um momento apropriado, reconhecida tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, com participação igualitária de todas as partes relevantes, bem como uma discussão justa de todos os planos de paz".
Lula viajará para a Europa esta semana para uma reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na quinta-feira, em Genebra, antes de participar da cúpula do G7 na Itália. O presidente, entretanto, não vai comparecer à cúpula sobre a Ucrânia.
"Nossa posição é que qualquer discussão de paz deve envolver ambas as partes. Este modelo que inclui somente uma parte já foi testado neste conflito e não deu nenhum resultado", declarou à AFP uma fonte diplomática brasileira.
Lula causou polêmica em várias ocasiões ao afirmar que a responsabilidade pelo conflito na Ucrânia é compartilhada, apesar de ter condenado a invasão russa.
Pequim e Brasília tentam se posicionar como mediadores na guerra da Ucrânia e, ao contrário dos países ocidentais, não impuseram sanções à Rússia pela invasão.
O Planalto também informou que Putin "expressou sua solidariedade com as vítimas das enchentes" que devastaram o Rio Grande do Sul e deixaram mais de 170 mortos.
A.Gasser--BTB