-
Seleção francesa aguarda Zidane, favorito para substituir Deschamps como técnico
-
Nicarágua rompe relações com Itália por caso de fugitivo das Brigadas Vermelhas
-
Mauro Vieira critica declaração 'grosseira e arrogante' de Rubio sobre Lula
-
Norris é punido após trocar bateria e largará dez posições atrás no GP da Bélgica
-
Milei considera 'válido e lícito' o uso da faixa sobre Malvinas
-
Destituição de ministro da Defesa divide comando militar da Ucrânia
-
EUA restringe permanência de jornalistas e estudantes estrangeiros
-
Imprensa inglesa critica Tuchel após eliminação na Copa do Mundo
-
AIEA considera 'inaceitável' morte de engenheiro de usina nuclear da Ucrânia
-
Trump prepara batalha das legislativas com discurso à nação
-
UE impõe ao Google novas medidas para abrir o Android à concorrência
-
Reino Unido pede à Fifa investigação sobre faixa evocando as Malvinas na semifinal da Copa
-
Presidente eleito da Colômbia prevê abrir uma embaixada em Jerusalém
-
Por trás das ruínas, o paraíso dos surfistas que sobreviveu aos terremotos na Venezuela
-
EUA anuncia nova tarifa de 25% sobre produtos do Brasil, que promete acionar lei de reciprocidade
-
Copa do Mundo da América do Norte terá sua Finalíssima
-
Starmer é condecorado por Zelensky em sua última visita à Ucrânia como primeiro-ministro
-
Entre ameaças e ataques, guerra entre Irã e EUA se intensifica
-
Burnham pressionado a garantir paridade de gênero em seu futuro governo trabalhista
-
Arturo Pérez-Reverte, o escritor que sempre se lembra das guerras que cobriu
-
Parlamento da Ucrânia aprova Sergiy Koretsky como novo primeiro-ministro
-
Ator Sam Neill morreu vítima de pneumonia, afirma agente
-
EUA e Irã prosseguem com ataques e trégua está cada vez mais distante
-
Estados Unidos anunciam nova tarifa de 25% sobre produtos do Brasil, que promete acionar lei de reciprocidade
-
Messi mostra que ainda tem muito a dizer na Copa do Mundo
-
Keiko Fujimori propõe 'reconciliação' após década de instabilidade política
-
Imprensa argentina destaca vitória em 'duelo histórico' contra Inglaterra
-
Argentinos lotam as ruas após vitória sobre a Inglaterra em semifinal histórica
-
Guerra entre Irã e EUA se intensifica e trânsito de Ormuz fica paralisado
-
Nos pubs de Londres, da euforia à desolação em sete minutos
-
'É uma loucura jogar duas finais de Copa seguidas', diz Messi após vitória da Argentina
-
Jogadores da Argentina comemoram vitória com faixa reivindicando Ilhas Malvinas
-
'Continuem acreditando', pede Giuliano Simeone aos torcedores argentinos
-
'Não me arrependo', diz Tuchel sobre postura da Inglaterra contra Argentina
-
'Jogamos com a faca nos dentes', diz 'Dibu' Martínez após vitória sobre a Inglaterra
-
'Cair nesta fase é devastador', reconhece Kane
-
'Sonhei com isso', diz Lautaro Martínez sobre gol da vitória da Argentina
-
'Este grupo não para de me surpreender', diz Scaloni após vitória sobre a Inglaterra
-
Argentina vence Inglaterra de virada (2-1) e vai enfrentar Espanha na final da Copa do Mundo
-
Número de mortos por terremotos na Venezuela passa de 4.800
-
Anistia Internacional denuncia centenas de mortes em prisões de El Salvador
-
Alcaraz deve voltar às quadras em meados de agosto, em Cincinnati
Asilo ou deportação? Migrantes aguardam resposta em centro de detenção no Texas
Por trás das enormes cercas de metal reforçadas com arame farpado, homens com uniformes azuis jogam vôlei e basquete. São migrantes que esperam por asilo ou deportação em um centro de detenção no estado americano do Texas.
Ex-base naval, o centro de detenção de Port Isabel, na cidade de Los Fresnos, fica a poucos quilômetros da fronteira com o México e serve como ponto de processamento para migrantes que atravessaram de forma irregular.
Procedentes da América Latina, África e Ásia, milhares de pessoas atravessam diariamente do México para os Estados Unidos em busca de abrigo e emprego.
Após se renderem aos guardas de fronteira, as famílias são geralmente liberadas com maior rapidez, sob a promessa de comparecerem perante um juiz de imigração. Mas os que viajam por conta própria muitas vezes acabam em centros como este.
"Estes detidos representam um risco para a segurança nacional, para a segurança pública, tentam fugir dos esforços de controle das fronteiras ou atravessam ilegalmente", explica Miguel Vergara, diretor do gabinete local de Operações de Execução e Deportação, durante uma visita da imprensa às instalações.
Este centro de detenção recebe homens. Ao chegarem, são encaminhados para celas comunitárias com grossas portas de metal e podem ser observados através de um vidro. Até 12 horas depois, são classificados: uniforme azul para quem está migrando pela primeira vez, laranja os que possuem algum tipo de antecedente criminal e vermelho para quem representa perigo.
Recentemente, o presidente Joe Biden anunciou uma regra para frear o fluxo da migração. Fecharão a fronteira aos solicitantes de asilo assim que 2.500 pessoas tenham sido processadas no dia.
A medida, tomada às vésperas da corrida presidencial contra o republicano Donald Trump, também facilita as deportações, uma exigência da direita americana, que acusa Biden de permitir a entrada de criminosos no país.
Mas este centro continua próximo da sua capacidade máxima. Na segunda-feira (10), aguardavam 1.006 migrantes, de um total de 1.175 vagas.
"A migração está se deslocando para oeste, por isso pode ter reduzido um pouco, mas é apenas uma questão de tempo" até que instalações em outros locais fiquem lotadas de migrantes que estão em Port Isabel, explicou Vergara.
- Amenizando a espera -
Após receberem os uniformes, os migrantes passam pela área clínica do centro. Da triagem, são encaminhados às enfermarias de acordo com a cor do uniforme. As roupas com que chegam são lavadas e guardadas para serem devolvidas no dia da liberação.
Também há caixas automáticos onde podem depositar dinheiro ou receber de um familiar para utilizá-lo em uma máquina de venda.
A permanência destas pessoas não deve ultrapassar 90 dias, mas em alguns casos pode se estender a mais meses, visto que alguns casos vão para recurso.
As autoridades reconhecem que o confinamento pode ser desesperador e oferecem atividades de música, canto ou guitarra, com aulas por vezes ministradas por um migrante voluntário. Outros aprendem inglês e um grupo corta o cabelo de seus colegas.
Eles dispõem de horas de recreação ao ar livre que variam dependendo do clima e organizam noites de cinema. Certa vez conseguiram um filme em mandarim para quando tiveram um grande número de migrantes da China.
Atualmente, o Equador possui o maior número de migrantes neste centro de detenção.
- Aguardando uma resposta -
O migrante dispõe de salas privadas para uma videochamada com um oficial de imigração, na qual apresenta o seu pedido de asilo.
A resposta vem por escrito. Se for negativa, o migrante pode recorrer a um juiz de imigração, que dispõe de um tribunal dentro do centro de detenção. O caso pode ir até a Suprema Corte americana.
Quem recebe um não definitivo é deportado e os que são autorizados a receber asilo devem ser libertados em até 48 horas.
Aqueles que desejam encerrar o processo também podem solicitar o retorno ao seu país, explicam as autoridades.
K.Thomson--BTB